Felicio Ramuth fala sobre expectativa de avançar para fase amarela e reabrir novos serviços no próximo mês

A fase amarela permitirá que bares e restaurantes retomem as atividades, além de liberar o funcionamento de salão de beleza e barbearias.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Divulgação/Claudio Vieira/PMSJC
Divulgação/Claudio Vieira/PMSJC

O Prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB) disse que a expectativa é que a cidade já entre na fase amarela do Plano São Paulo na próxima avaliação do governo do estado, que deve acontecer no dia 10 de julho.

Durante o encontro Desenvolve Vale, realizado nesta segunda-feira (29), Ramuth falou a empresários que a cidade já teria passado do pico da doença. “O auge aconteceu há cerca de 10 dias. No último sábado (27), completamos 48 horas sem óbito”, disse.

A fase amarela permitirá que bares e restaurantes retomem as atividades, além de liberar o funcionamento de salão de beleza e barbearias.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Regional de São Paulo, as prefeituras de cidades do estado têm autonomia seguir a flexibilização. “Os municípios têm autoridade e autonomia para, dentro de sua região, seguir a flexibilização ou fazer um endurecimento. Esta autonomia vem compartilhada da responsabilidade sobre os indicadores da própria cidade”, disse o Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Atualmente, São José dos Campos decretou o fechamento do comércio não essencial aos fins de semana. O prefeito afirmou que essa medida foi educativa. “Nossos números são os melhores entre as maiores cidades do estado, e nossa rede de saúde apresenta porcentagem de ocupação considerada baixa em relação a outras regiões. São José, por exemplo, tem 30 respiradores sobrando. Mas, precisamos educar a população para que não saia de casa, a não ser que seja necessário”, explicou.

O prefeito ainda informou que a crise econômica causada pela pandemia da covid-19 atingiu fortemente o município. A queda na receita para este ano será de cerca de R$ 140 milhões. Felicio espera receber R$ 70 milhões do socorro do governo federal, valor que compensaria metade das perdas. “Nossa capacidade de investimentos não foi alterada, pois a administração economizou cerca de R$ 100 milhões, o que nos concedeu esta folga mesmo na situação de crise”, conta.

Ramuth ainda contou que a GM, que havia anunciado um investimento de até R$ 6 bilhões na planta de São José, não recuou do investimento, mas não estabeleceu uma nova previsão de data.

Volta às aulas

O prefeito ainda afirmou que a cidade vai conseguir se adequar aos protocolos do governo estadual para retomada gradual das aulas, mas se fosse possível, a cidade já poderia retomar em agosto. “A prefeitura já comprou os equipamentos necessários para o retorno das aulas, incluindo máscaras para crianças. Já temos um protocolo interno para a cidade, que será publicado assim que as aulas forem liberadas”, conta.

Adiamento das eleições

O Prefeito disse que é uma irresponsabilidade o aditamento das eleições. “O prefeito eleito terá praticamente 15 dias para escolher secretários, arrumar as contas. Isso vai ser terrível. Fora que a eleição é uma injeção na economia da cidade, já que os candidatos usam os serviços do comércio para imprimir materiais de campanha, entre outras compras”, contou o tucano.

O projeto do adiamento tramita na Câmara dos Deputados e adiará as eleições para 15 de novembro.

A reportagem procurou a Prefeitura para comentar sobre, mas ainda não teve retorno.

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