Funcionários cobram participação na reforma administrativa da Prefeitura de Ilhabela
A Câmara de Ilhabela ficou lotada durante a realização, na última terça-feira (19), de uma audiência pública para a discussão do Projeto de Lei 22/2014, que “reorganiza a estrutura administrativa da prefeitura”. Funcionários do Executivo compunham a grande maioria, já que o resultado desse trabalho pode alterar a vida financeira de grande parte deles.

A Câmara de Ilhabela ficou lotada durante a realização, na última terça-feira (19), de uma audiência pública para a discussão do Projeto de Lei 22/2014, que “reorganiza a estrutura administrativa da prefeitura”. Funcionários do Executivo compunham a grande maioria, já que o resultado desse trabalho pode alterar a vida financeira de grande parte deles.
No início da audiência, que contou com a presença da maioria dos secretários e vereadores municipais, o vereador Carlos Alberto de Oliveira Pinto, o Carlinhos (PMDB), explicou que era necessário dar a oportunidade aos funcionários de sanarem suas dúvidas. “Tem pessoas que confudem Plano de Carreira com Plano de Cargos e Salários. Existe um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) no qual o prefeito é obrigado a extinguir cerca de 80 cargos e reorganizar a estrutura administrativa. Será feito um concurso porque lamentavelmente alguns irão sair”, explicou.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Ilhabela, Marcelo do Nascimento Rocha, os funcionários não estão de acordo com a forma como foi feita a reforma, sem a oportunidade de participação dos funcionários. Além disso, também é necessário cobrar da prefeitura o Plano de Cargos e Carreiras, entre outras mudanças.
Agentes de trânsito também se manifestaram porque exigem se tornar fiscais. “Todos nós executamos fiscalização. Fiscalizar trânsito e produtos não é a mesma coisa que fiscalizar obras? É só uma alteração de nome. Queremos justiça, igualdade”.
Explicações
Segundo secretário de Administração, Luiz Biondi, houve um trabalho inicial feito internamente na reforma. “Fizemos um trabalho com todos os setores que resultou em um projeto preliminar. Quando assumimos os trabalhos vínhamos conversando com o sindicato. Devolvemos o material para as secretarias. Recebemos sugestões e sempre a administração esteve aberta a todas as manifestações”, disse.
Conclusões
Segundo o vereador Luizinho da Ilha (PCdoB), essa audiência é o primeiro passo dado para toda a conversa necessária sobre o funcionalismo. “Devemos ter uma agenda para os pleitos que foram colocados. A Lei pleiteia 50% de efetivos e a conta apresentada é 45/55. Deveriam manter 50/50, sem desconsiderar professores, que são efetivos. Esse projeto entrou aqui há algum tempo e é pleito de todos os vereadores e uma conquista do Executivo. Ainda estamos brigando pelo adicional de insalubridade e pelo vale-alimentação. Também é importante estipular prazos para isso. Mas temos que lembrar do peso do TAC. Gostaria que houvesse um representante de cada setor para finalização da Reforma”, disse.
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