Funcionários da LG declaram greve após demissões na planta de Taubaté

Greve foi acordada com o Sindicato durante assembleia na última sexta (4)

Escrito por: Idelter Xavier2 min de leitura
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Funcionários demitidos foram avisados por telegrama neste fim de semana

Divulgação/Sindmetau

Os funcionários da LG declararam greve por tempo indeterminado, após a empresa demitir 453 funcionários da planta de Taubaté, na última sexta-feira (4). Na quinta-feira os funcionários fizeram uma passeata pela cidade, reivindicando as demissões.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a parada na produção foi acordada durante assembleia, na sexta-feira. Os funcionários demitidos foram avisados por telegrama durante o fim de semana.

A fábrica amanheceu com carros e bandeiras do sindicato em frente aos portões. Sindicalistas estão dando orientações jurídicas aos funcionários demitidos e fazendo a contagem das cartas, para saber se o número de funcionários demitidos é igual ao anunciado pela empresa.

Somente funcionários terceirizados, brigadistas e seguranças entraram para trabalhar. De acordo com o Sindicato, a greve só deve acabar quando a empresa aceitar chegar a um acordo e voltar atrás com as demissões.

Nota da empresa 
Em nota, a LG informou que as demissões são necessárias para readequar a produção à demanda atual da fábrica, já que a empresa está funcionando com apenas 30% de sua capacidade, devido à queda nas vendas de produtos eltroeletrônicos em todo o país.

“A LG Electronics do Brasil informa que chegaram ao conhecimento da empresa episódios de intimidação de seus funcionários no protesto realizado na manhã desta segunda-feira (07/12) pelo Sindicato dos Trabalhadores de Taubaté em frente à sua unidade fabril na cidade de Taubaté (SP).

Foram realizados bloqueios na estrada que dá acesso à fábrica e os funcionários da LG foram impedidos de se dirigir aos seus locais de trabalho. De acordo com relatos, o sindicato por vezes chegou a cometer atos que poderiam comprometer a integridade física do trabalhador. Assim, visando evitar qualquer consequência mais grave, a empresa liberou os empregados de trabalharem no dia de hoje.

A LG reafirma que respeita os direitos trabalhistas, de manifestação e de greve, mas repudia fortemente a restrição de acesso a sua unidade fabril e qualquer uso de violência”.

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