Funcionários da Pilkington entram no segundo dia de greve em Caçapava

Cerca de mil funcionários da Pilkington continuam em greve na manhã desta terça-feira (10), em Caçapava. Este já é o segundo dia de paralisação para forçar a empresa a cumprir uma decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e garantir uma hora de almoço para os trabalhadores sem aumentar a jornada semanal.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Linha de produção de pára-brisas da Pilkington paralisada em Caçapava

Divulgação/Pilkington

Cerca de mil funcionários da Pilkington continuam em greve na manhã desta terça-feira (10), em Caçapava. Este já é o segundo dia de paralisação para forçar a empresa a cumprir uma decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e garantir uma hora de almoço para os trabalhadores sem aumentar a jornada semanal.

Segundo o Sindicato dos Vidreiros, a fabricantes de para-brisas já concordou em aumentar o horário de almoço, que antes era de 30 minutos. “O impasse é que eles querem aumentar as horas que trabalhamos por dia. Não vamos admitir o aumento na jornada de trabalho”, ressalta Francisco Correia da Silva, diretor regional do sindicato.

Além da garantia do intervalo de uma hora de almoço, os vidreiros vão receber o valor retroativo referente a meia hora diária de almoço descontadas nos últimos cinco anos. “A Pilkington já contratou uma consultoria para calcular o valor devido a cada funcionário. Agora vamos tentar entrar num acordo com os horários”, afirma Silva.

De acordo com o sindicato, uma nova assembleia está marcada para esta quarta-feira (11), às 8h. Os operários aguardam ainda nesta terça mais uma chance de negociar um acordo para o fim da greve com  a empresa. Até o momento, cerca de 90% dos 1.200 funcionários aderiram à paralisação iniciada às 3h da última segunda-feira (9).

Outro lado
Procurada pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, a Pilkington ainda não havia comentado a greve.

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