Homem espancado e esfaqueado em Taubaté fala sobre a recuperação

Wilson Borelli Werneck realizou quatro cirurgias para fechar abdômen

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Wilson foi espancado e esfaqueado na avenida Itália, em Taubaté

Reprodução/Facebook Wilson Borelli Werneck

O jornalista Wilson Borelli Werneck da Silva, de 34 anos, espancado e esfaqueado por um grupo de homens em 12 de novembro em um restaurante de Taubaté, recebeu alta na última sexta-feira (5) do Hospital Regional, onde estava em observação.

Silva foi espancado e esfaqueado na região do abdômen, quando teve o intestino perfurado. O jornalista realizou quatro cirurgias para fechar a cavidade abdominal. Em casa, Silva fala da sua recuperação, a rotina e do caso que chocou o Vale do Paraíba. Para a recuperação, os médicos de Wilson Borelli Werneck da Silva deram seis meses.

“Mudei totalmente minha vida. Tive toda a minha rotina alterada, agora estou passando por uma nutróloga, que está cuidando da minha alimentação, por conta do meu organismo estar fragilizado. Para mim está sendo muito difícil, é um processo de readaptação, estou muito traumatizado com tudo que aconteceu”.

Usando uma faixa na cintura, o jornalista conta que está tomando medicamentos para dormir e que sente dificuldades para andar. “Estou abalado. Ao ver um filme com cenas de violência já me relembra a situação e ao ver a cicatriz, fico muito triste”, diz.

“Os médicos tiveram que fazer lavagem em meu intestino por conta da perfuração, que por pouco não atingiu meu baço. Poderia ter tido alguma infecção e o risco seria ainda maior”.

Crueldade
Silva conta que no dia do espancamento estava em um restaurante, na avenida Itália, de Taubaté reunido com amigos e percebeu a presença de um grupo. “Percebi a aproximação deles, que chegaram e começaram a me bater. Tentei sair dessa roda e fui atacado com uma cadeirada nas costas, foi quando cai. Foi tudo muito rápido”.

No momento das agressões, o jornalista diz que reconheceu um dos envolvidos. “Um dos homens eu já conhecia de vista. Já tinha visto algumas vezes no centro da cidade, mas nunca tive contato”, relata sobre o acontecimento.

Investigações
O delegado responsável pelo caso Horácio Campos, da divisão de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Taubaté, não foi localizado para comentar sobre as investigações. Em recente entrevista ao Meon, Campos afirmou que foram ouvidas oito testemunhas e dois suspeitos intimados.

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