IEAv de São José monta laboratório para monitorar radiação cósmica
Trabalho faz parte de um acordo entre o DCTA e laboratório francês


Container laboratório instalado nas dependências do LNA no Sul de Minas
Divulgação/IEAv
Desde a semana passada, está funcionando a 1.864 metros de altitude o container laboratório avançado para monitoramento de radiação cósmica, experimento liderado pelo IEAv (Instituto de Estudos Avançados), de São José dos Campos.
O laboratório está instalado no Observatório Pico dos Dias, localizado entre as cidades de Brazópolis e Piranguçu, no sul de Minas Gerais, pertencente ao LNA (Laboratório Nacional de Astrofísica).
Por meio de seu LDA (Laboratório de Dosimetria Aeroespacial), o experimento do IEAv tem o objetivo de monitorar e acompanhar as variações no fluxo, espectro de energia e dose, devido à partículas produzidas pela radiação cósmica na atmosfera terrestre.
O trabalho faz parte das atividades do projeto Erisa (Efeitos da Radiação Ionizante em Sistemas Embarcados) e também de um acordo do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeroespacial) com o Laboratório Aeroespacial Francês, Onera.
Também cooperam com o experimento os laboratórios do IRD (Instituto de Radioproteção e Dosimetria), da Cnem (Comissão Nacional de Energia Nuclear), e Tima (Techniques de l’informatique et de la Microélectronique pour L’Arquitecture des Systèmes Intégrés), da Universidade de Grenoble, França.
Equipamentos
No container operam um espectrômetro de nêutrons de alta energia, um espectrômetro de LET, uma câmara de ionização, e estão sendo instalados também um cintilador de NaI e um conjunto de memórias SRAM para monitoramento de SEUs (Single Event Upsets), com operação 24 horas por dia, cujos dados de monitoramento são acessados remotamente pelos pesquisadores envolvidos.
Segundo o IEAv, a importância do experimento deve-se à influência que tais partículas podem causar ao incidir em sistemas embarcados em aeronaves, podendo ocasionar mudanças de estado de memória, falhas em controladores lógicos e até a falha completa de um sistema.
“Do ponto de vista de dose de radiação ionizante, tal estudo também é de interesse para acompanhar as alterações na taxa de dose incidente em solo, devido à radiação cósmica, permitindo prever as alterações correspondentes na taxa de dose incidente em tripulações de aeronaves em voo, preocupação esta crescente em diversos países devido à maior frequência e altitude da malha de voos”.
Posts Relacionados

EDP investe R$ 4,5 milhões para ampliar capacidade energética de Lorena em 15%

Defesa Civil emite alerta severo para chuva forte em São José dos Campos e Jacareí

Via Dutra terá obras de recuperação do pavimento até 22 de outubro
