Ilhabela recebe primeiro espaço voltado a pacientes com câncer
Pela primeira vez, Ilhabela recebe um espaço de convivência para prevenção do câncer, bem como para cuidado e acompanhamento de pessoas com a doença. O projeto Mãos que Ajudam abre suas portas no final do mês de novembro, com sede no bairro do Perequê, e prevê ações de suporte aos pacientes, familiares e cuidadores. A […]

Pela primeira vez, Ilhabela recebe um espaço de convivência para prevenção do câncer, bem como para cuidado e acompanhamento de pessoas com a doença. O projeto Mãos que Ajudam abre suas portas no final do mês de novembro, com sede no bairro do Perequê, e prevê ações de suporte aos pacientes, familiares e cuidadores. A ideia é mapear o número de pessoas portadoras da doença no município, coletar informações sobre cada caso e realizar atividades de apoio e de orientação voltadas à recuperação de indivíduos ou grupos.
Projeto Mãos que Ajudam dá apoio e orienta portadores da doença, família e cuidadores
O câncer se enquadra como um problema de saúde pública mundial, dados os altos índices de casos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, anualmente, 75 milhões de pessoas passam pela doença. No Brasil, 576 mil casos de câncer devem ser registrados, somente em 2014. Os tipos mais recorrentes em mulheres são câncer de pele, mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireóide. No caso dos homens, os mais comuns acontecem na pele, próstata, pulmão, cólon e reto e estômago.
Em Ilhabela, a Secretaria de Saúde não possui dados sobre a incidência da doença. Também não existe um setor médico especializado no tratamento do câncer, nem médicos oncologistas. De acordo com a psicóloga do grupo Mãos que Ajudam, Mônica Cristina Cuono, a cidade necessitava de um espaço destinado especialmente às demandas causadas pelo câncer e a implantação do projeto pode contribuir de forma efetiva para os pacientes locais.
“Ilhabela não possui programas voltados à oncologia. Os pacientes precisam se deslocar a outros municípios para fazer tratamento e a criação de um ponto de apoio mais próximo de suas casas e suas realidades é essencial”, explica ela.
O projeto deve oferecer palestras sobre como atender aos doentes, sobre os processos e estágios do câncer, preparo emocional e físico para lidar com rotinas e dificuldades, além da atuação preventiva, com trabalhos de conscientização junto à comunidade, de modo a estimular um estilo de vida mais saudável e ampliar a participação da sociedade na causa.
“As atividades são focadas no acolhimento, apoio e informação ao paciente e demais pessoas envolvidas, com o intuito de recuperar o equilíbrio físico e mental de todos, encorajando-os na busca do autoconhecimento e na exploração de novos caminhos em direção a uma vida com mais qualidade e significado. Além disso, muitas das palestras que ocorrerão no espaço visam também diminuir a incidência da doença na cidade”, explica.
Sem fins lucrativos e atuando por meio de parcerias, o projeto está aberto para criação de um corpo de voluntariado, visando à criação de uma equipe que possa atender todos os casos da cidade. “Estamos realizando o cadastramento de profissionais e pessoas interessadas em colaborar com seus conhecimentos e experiências. É importante catalisarmos parcerias para montarmos um grupo diverso que possa oferecer atividades variadas, como terapias, artes, esportes entre outros”, ressalta Mônica.
A partir desta terça-feira (18), o centro estará aberto para inscrição de voluntários e pacientes. Além da criação da equipe de apoio, a ideia é também levantar dados e traçar o perfil dos pacientes para iniciar as atividades no dia 25. O cadastramento poderá ser feito até o dia 20 de novembro, das 14h às 16h, na Av. Princesa Isabel, 1.673-B, sala três.
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