Inovação Sebrae-SP: do mundo para Ubatuba, conheça a tribo do Lázaro
Série traz cases de sucesso para inspirar você a dar um ‘up’ nos negócios


Guilherme Nunes, do Tribo Hostel (de avental) ao lado de um hóspede
Guilherme Nunes/Arquivo Pessoal
Um sonho, uma ideia fixa e uma rota traçada. Foi assim que nasceu o Tribo Hostel de Ubatuba. Um hostel premiado, que foi fruto de pesquisa, resultado de uma volta ao mundo e de muito trabalho do administrador e empresário Guilherme Amorin Belo Nunes, 35 anos.
Na série Inovação Sebrae-SP desta semana, você vai entender como uma ideia inovadora pode fazer com que uma empresa se destaque, neste caso, no ramo de hotelaria.
Volta ao Mundo
“Quando eu era criança, meu avô tinha um hotel em Minas Gerais. E todo mundo falava como era legal, como dava certo, como ele era feliz lá e aquilo ficou na minha cabeça. Fiz curso de hotelaria, depois de administração e comecei a trabalhar na indústria. Mas sempre soube o que eu queria”, conta Nunes, do Tribo Hostel.
Há quase oito anos, o empresário deixou o posto de gerente em uma indústria de bebidas e decidiu tirar férias. Foi viajar o mundo. Foram 45 países em quase dois anos. “Eu estava viajando, pensava em montar uma pousada, mas quando comecei a me hospedar em hostels, percebi que era isso que eu queria. Daí para frente, fui de país em país, tirando fotos, pesquisando e vendo como funcionava”, detalha.
Ao voltar para o Brasil, Nunes procurou o melhor lugar para começar seu sonho e foi em Ubatuba que conseguiu o lugar perfeito. “Estava em Floripa, mas não queria fazer lá, por causa da violência e outros problemas. Depois meu pai ficou doente. Como somos de Birigui, decidi voltar para São Paulo, ficar perto da minha família, e escolhi Ubatuba”, conta. Na cidade, Nunes conheceu muitas praias, mas se apaixonou pela praia do Lázaro, e foi lá que montou seu primeiro negócio, o hostel.

Hóspedes em festa no pré-carnaval
Divulgação
Inovação
Como toda cidade turística litorânea, com o fim da temporada de verão, os hotéis e pousadas tem queda no movimento, chegando em alguns finais de semana a ficarem vazios.
Foi justamente na baixa temporada, que Nunes inovou e achou uma forma de manter o hostel cheio, animado. Ele criou um calendário de festas temáticas para os clientes que se hospedassem pelo menos três vezes no ano – uma espécie de lista vip.
“São festas à fantasia, com um pessoal que está sempre por aqui. Marcamos e divulgamos pelo Facebook, e depois quem foi convidado pode convidar um amigo. Sempre acaba vindo a mesma turma, mas essa interação funcionou”, comenta o empresário.
Outro ponto de destaque do Tribo Hostel , que até já lhe rendeu o prêmio de melhor do Brasil em 2013, pela rede Hostelling International, é o atendimento. Diferente de outros modelos de hospedagem, o estabelecimento tem suas peculiaridades, como dormitórios coletivos, barulho e hóspedes voltando bêbados para o quarto no meio da noite. Detalhes que geram reclamações que Nunes e sua equipe gerencia muito bem.
Hoje, Nunes já conta com novos empreendimentos. Além do hostel, montou um hotel e uma pousada e agora se sente realizado. “Com esse crescimento, o desafio agora é gerenciar a equipe. Sempre que posso participo dos programas do Sebrae, e tem muita coisa boa que dá para você aprender”, conclui.

Tribo Hostel, em Ubatuba
Divulgação
Sebrae-SP
O consultor Alexandre Robazza, destaca que Guilherme Nunes é um empreendedor por natureza. Nunes já participou de dois projetos do Sebrae-SP e foi muito bem. “Participou do Circuito Turístico do Litoral Norte, que foi um projeto de capacitação em atendimento. Agora ele participa do Hotel Legal que visa à capacitação para gestão”, conta.
Durante estas atividades, o Sebrae-SP faz um diagnóstico dos negócios dos participantes e direciona as atividades para orientação empresarial, como: cursos, seminários e palestras – todas focadas diretamente no ponto mais fraco, aquilo que precisa ser revisto, sejam as finanças, o marketing ou os recursos humanos, entre outros.
“O legal do Guilherme [Nunes] é que ele tem um hostel numa praia isolada, onde naturalmente não teria uma demanda grande. E ele criou uma rede de contatos de jovens e isso estimula esta demanda com eventos. Ninguém aqui faz isso, não como ele está fazendo, com planejamento e foco. Podemos ajudar o empresário com orientação e isso está sendo muito bom”, conclui o consultor.
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