Inpe e Ibama fazem parceria para combater o crime na Amazônia

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) firmaram acordo de cooperação para promover o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia e aumentar a efetividade das ações de combate ao desmatamento facilitando a integração entre os órgãos.

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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Diretor do Inpe, Leonel Perondi, esteve no evento que selou acordo com Ibama

José Cruz/Agência Brasil

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) firmaram acordo de cooperação para promover o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia e aumentar a efetividade das ações de combate ao desmatamento facilitando a integração entre os órgãos.

O objetivo é fortalecer o combate ao crime organizado que atua na extração de madeira e outras atividades ilegais na região.  Além disso, entrou em fase de testes o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, o Deter B, para produzir imagens de maior resolução para suporte das operações de fiscalização em terra.

Por meio de imagens de satélite, o sistema indica pontos onde houve alteração de paisagem decorrente de motivos diversos, que vão desde queimadas, corte seletivo até o desmatamento com corte raso da floresta.

Para impedir a utilização das informações georreferenciadas pelos desmatadores, um protocolo específico de divulgação das informações foi estabelecido entre Inpe e Ibama. Assim, os criminosos não conseguirão saber onde estão situados os possíveis focos de desmatamento identificados pelo sistema. “E os fiscais que atuam na ponta também estarão mais protegidos”, explicou o presidente do Ibama, Volney Zanardi.

A cooperação entre o Inpe e Ibama vai permitir maior efetividade no planejamento e execução das ações de combate ao desmatamento. “Esse protocolo tem como foco a organização e a forma de comunicação das informações”, resumiu o presidente do Ibama.

Segurança e Tecnologia
Os dados estatísticos do Deter serão disponibilizados trimestralmente, em fevereiro, maio, agosto e novembro de 2015. O novo sistema vai observar a Amazônia com mais precisão, com a possibilidade de enxergar áreas de até 6,25 hectares onde houve mudança de paisagem. Antes, o sistema identificava áreas de, no mínimo, 25 hectares.

“Os desmatadores estão usando técnicas para enganar o sensor de menor resolução utilizado correntemente e o Deter B será fundamental para identificarmos essas situações com maior antecipação”, afirmou  Zanardi. “A medida vai resguardar os fiscais que atuam em campo”. Os dados oficiais referentes à supressão ilegal de vegetação na Amazônia devem ser divulgados até o fim do mês.

Único mecanismo capaz de medir o desmatamento, o Prodes (Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites) é feito anualmente pelo Inpe. “Os números do Deter são alertas e não se relacionam com a taxa anual de desmatamento do Prodes”, enfatizou o diretor do Inpe, Leonel Fernando Perondi.

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