Inpe e Ibama fazem parceria para combater o crime na Amazônia
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) firmaram acordo de cooperação para promover o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia e aumentar a efetividade das ações de combate ao desmatamento facilitando a integração entre os órgãos.


Diretor do Inpe, Leonel Perondi, esteve no evento que selou acordo com Ibama
José Cruz/Agência Brasil
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) firmaram acordo de cooperação para promover o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia e aumentar a efetividade das ações de combate ao desmatamento facilitando a integração entre os órgãos.
O objetivo é fortalecer o combate ao crime organizado que atua na extração de madeira e outras atividades ilegais na região. Além disso, entrou em fase de testes o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, o Deter B, para produzir imagens de maior resolução para suporte das operações de fiscalização em terra.
Por meio de imagens de satélite, o sistema indica pontos onde houve alteração de paisagem decorrente de motivos diversos, que vão desde queimadas, corte seletivo até o desmatamento com corte raso da floresta.
Para impedir a utilização das informações georreferenciadas pelos desmatadores, um protocolo específico de divulgação das informações foi estabelecido entre Inpe e Ibama. Assim, os criminosos não conseguirão saber onde estão situados os possíveis focos de desmatamento identificados pelo sistema. “E os fiscais que atuam na ponta também estarão mais protegidos”, explicou o presidente do Ibama, Volney Zanardi.
A cooperação entre o Inpe e Ibama vai permitir maior efetividade no planejamento e execução das ações de combate ao desmatamento. “Esse protocolo tem como foco a organização e a forma de comunicação das informações”, resumiu o presidente do Ibama.
Segurança e Tecnologia
Os dados estatísticos do Deter serão disponibilizados trimestralmente, em fevereiro, maio, agosto e novembro de 2015. O novo sistema vai observar a Amazônia com mais precisão, com a possibilidade de enxergar áreas de até 6,25 hectares onde houve mudança de paisagem. Antes, o sistema identificava áreas de, no mínimo, 25 hectares.
“Os desmatadores estão usando técnicas para enganar o sensor de menor resolução utilizado correntemente e o Deter B será fundamental para identificarmos essas situações com maior antecipação”, afirmou Zanardi. “A medida vai resguardar os fiscais que atuam em campo”. Os dados oficiais referentes à supressão ilegal de vegetação na Amazônia devem ser divulgados até o fim do mês.
Único mecanismo capaz de medir o desmatamento, o Prodes (Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites) é feito anualmente pelo Inpe. “Os números do Deter são alertas e não se relacionam com a taxa anual de desmatamento do Prodes”, enfatizou o diretor do Inpe, Leonel Fernando Perondi.
Posts Relacionados

São José expande iluminação de LED para 24 pontos

São José realiza 1º Jogos Escolares Paradesportivos

RioSP inicia montagem de 29 pontos de apoio para romeiros na Via Dutra e na Rota da Luz
