Justiça proíbe que sindicato bloqueie entrada da GM em São José

Em caso de descumprimento, o sindicato irá pagar multa de R$ 50 mil

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Em caso de descumprimento, o sindicato irá pagar multa de R$ 50 mil

Divulgação/SindMetalsjc

A Justiça do Trabalho de São José dos Campos concedeu liminar à GM (General Motors), nesta quarta-feira (12), proibindo que o Sindicato dos Metalúrgicos bloqueie a entrada da montadora.

Na decisão, fica estipulada multa de R$ 50 mil no caso de descumprimento, como bloqueio de vias, bolsões e acessos à fábrica, o que impediria a entrada e saída dos trabalhadores. A liminar também determina a proibição de qualquer tipo de invasão na unidade e práticas de violências contra funcionários e patrimônios da empresa.

Em nota, a GM afirma que o diálogo é a melhor opção para resolver o impasse. “A empresa entende que o diálogo é a melhor forma de resolver conflitos”, informa.

Já o Sindicato dos Metalúrgicos de São José afirma que a mobilização é pacífica e legítima. Por meio de sua assessoria de imprensa, o sindicato diz que recorreu da decisão.

“Por isso, o Sindicato já recorreu da decisão tomada pela Justiça do Trabalho de São José dos Campos, nesta quarta-feira. É preciso esclarecer também que a GM ajuizou ação de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª Região, em Campinas, o que torna a Justiça do Trabalho de São José dos Campos incompetente para decidir sobre a greve”, diz trecho da nota.

O Sindicato destaca ainda que a greve foi decidida em assembleia, de forma democrática, pelos trabalhadores. “Os trabalhadores recorreram a esse instrumento de luta como forma de pressionar a empresa a reverter o processo de demissão instalado no complexo de São José dos Campos”.

Reunião
O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), recebeu nesta quarta-feira (12) o Sindicato dos Metalúrgicos para discutir sobre as demissões na planta da GM (General Motors). O secretário de Relações do Trabalho, Miranda Ueb, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Cavali, estiveram presentes na reunião.

A situação na fábrica, em São José, foi tratada como preocupante pelas autoridades, que pedem diálogo com a montadora. Segundo o sindicato, o número de demitidos pode chegar a 500 metalúrgicos. A GM não confirma o total de funcionários dispensados desde o último sábado (8), por meio de telegramas. Os trabalhadores da unidade joseense estão em greve.

“Vamos pedir para que a montadora reveja as demissões e lembrá-la do acordo firmado anteriormente, onde existia perspectiva de investimentos na unidade de São José. Entendo também que não pode existir radicalismo por parte do Sindicato”, afirma o prefeito.

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