Patroa é presa por suspeita de matar cozinheira desaparecida em Ubatuba; corpo da vítima ainda não foi encontrado

Operação da Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca; veículos, celulares, armas e um passaporte foram apreendidos durante a ação

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta sexta-feira (10), a principal suspeita pelo desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, em Ubatuba. A investigada é patroa da vítima e foi detida durante a Operação Último Rastro, realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião.

Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que Berenice foi vítima de homicídio. A cozinheira está desaparecida desde o dia 30 de junho, quando foi vista pela última vez no bairro Ubatumirim, em Ubatuba.

Após semanas de investigação, os policiais reuniram indícios considerados consistentes por meio de diligências, coleta de informações, depoimentos de testemunhas e análise de provas. Com base nesses elementos, a autoridade policial solicitou à Justiça mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, que receberam parecer favorável do Ministério Público e foram autorizados pelo Poder Judiciário.

Na manhã desta sexta-feira, equipes da Polícia Civil cumpriram os mandados no endereço da suspeita. A mulher foi localizada, informada sobre a ordem judicial e encaminhada à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.

Durante as buscas, os policiais apreenderam dois veículos, aparelhos celulares, armas de fogo e um passaporte, materiais que passarão por perícia e serão analisados no decorrer das investigações.

Além da prisão da patroa, um homem também passou a ser investigado. Conforme consta no boletim de ocorrência, um aparelho celular teria sido descartado em uma área de mata durante a operação. O episódio será apurado para verificar sua relação com o desaparecimento da cozinheira.

Apesar do avanço nas investigações, o corpo de Berenice Ramos de Aguiar ainda não foi localizado. A Polícia Civil informou que as diligências prosseguem para esclarecer completamente a dinâmica do crime, encontrar a vítima e identificar a possível participação de outras pessoas.

A Operação Último Rastro mobilizou 14 policiais civis e cinco viaturas. Em nota, a Polícia Civil afirmou que permanece empenhada na elucidação do caso e na responsabilização de todos os envolvidos.

A prisão da suspeita é temporária e integra a fase de investigação do inquérito, não representando condenação definitiva. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

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