Moradores do Cantagalo pedem ajuda da Câmara para evitar remoções
O líder da Comissão de Moradores do bairro Cantagalo, região norte de Caraguatatuba, José Gomes de Oliveira, fez uso da Tribuna Popular durante a sessão de Câmara do último dia 4 para pedir o engajamento dos vereadores a fim de evitar a remoção das famílias residentes no local, por conta de um estudo da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) de São Paulo, que aponta a região como “área de risco”.


Líder da Comissão de Moradores do Cantagalo fala em sessão
Leninha Viana/Imprensa Livre
O líder da Comissão de Moradores do bairro Cantagalo, região norte de Caraguatatuba, José Gomes de Oliveira, fez uso da Tribuna Popular durante a sessão de Câmara do último dia 4 para pedir o engajamento dos vereadores a fim de evitar a remoção das famílias residentes no local, por conta de um estudo da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) de São Paulo, que aponta a região como “área de risco”.
“Há mais de 60 anos não é registrado um caso de deslizamento no Cantagalo. Essa situação precisa ser revista. O prefeito Antônio Carlos abraçou a nossa causa e até a CDHU já nos recebeu e compareceu às reuniões no bairro. Vim pedir aos senhores que se engajem nessa luta e abracem a nossa causa também”, diz.
O líder da Comissão de Moradores afirma ainda que a comunidade pede o congelamento da área e que as famílias já estão no local não precisem ser removidas. Oliveira também cobra a regularização do bairro. “Queremos pagar imposto, temos o direito constitucional de ir e vir. Foi prometido que depois que passasse o viaduto da Dersa, a área seria regularizada. Estamos apenas cobrando o nosso direito”, completa.
O vereador Agostinho Lobo de Oliveira, o Lobinho (PSDB), fez uso da palavra após a manifestação do morador e garantiu que a Câmara está lutando para levar melhorias ao local. “Lutei para levar a linha de ônibus, asfalto, rede de esgoto e vamos continuar brigando por vocês. Contem comigo”.
Ansiedade
O secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania de Caraguá, Marcelo Medeiros, acompanha o caso desde que respondia pela pasta de Assuntos Jurídicos e explicou à reportagem que o estudo a que o morador se refere foi feito há seis anos e que em atendimento a um pedido da prefeitura, o órgão estadual decidiu refazer novamente o levantamento para reavaliar a situação de risco do local.
“Por determinação do prefeito Antônio Carlos, as secretarias de Habitação e Desenvolvimento Social estão atuando em parceria com o CDHU para refazer esse estudo. Somente quando for terminado será possível afirmar se haverá remoção das famílias do local e quantas famílias serão ou não atingidas”, explica.
“Foram feitas mais de 15 reuniões técnicas, só em 2014 foram três lá no Cantagalo e com a presença do prefeito e dos secretários. Entendemos a ansiedade dos moradores, até porque a luta deles é legítima, mas queremos ressaltar que nada será feito sem diálogo com a população e que estamos fazendo tudo que é possível”, garante o secretário.
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