Na Câmara, presidente do Simube diz que aluno que não lê edital com atenção perde direito à bolsa

Nesta quarta-feira (28), o presidente do Simube (Sistema Municipal de Bolsas de Estudo), Alexandre Ferri, esteve na Câmara para esclarecer como funciona a concessão de bolsas de estudo em Taubaté. “Quando assumi, recebi do prefeito autonomia para fiscalizar os contemplados com as bolsas de estudo e foram feitas algumas inspeções com resultados significativos”, afirma.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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20140528_simube_Taubaté_(Divulgação/CMT)

Presidente do Simube, Alexandre Ferri, esclareceu como funciona a concessão de bolsas

Divulgação/CMT

Nesta quarta-feira (28), o presidente do Simube (Sistema Municipal de Bolsas de Estudo), Alexandre Ferri, esteve na Câmara para esclarecer como funciona a concessão de bolsas de estudo em Taubaté. “Quando assumi, recebi do prefeito autonomia para fiscalizar os contemplados com as bolsas de estudo e foram feitas algumas inspeções com resultados significativos”, afirma.

A convocação do presidente foi feita pelo vereador Douglas Carbone (PCdoB), que recebeu relatos de que algumas pessoas foram desclassificadas com a visita social e que outros não conseguiram a bolsa por preencherem de forma errada a ficha de inscrição.

“Recebemos denúncias de inscritos que não se enquadravam no sistema, abrimos o processo de averiguação com a visita social e houve casos que procediam. Muitas vezes a denúncia era vazia, mas 99% tinham fundamento e isso foi importante para o processo seletivo”, explica Alexandre Ferri.

Alexandre explicou também que algumas pessoas erram ao preencher ficha de inscrição devido ao valor líquido de renda apresentado, deduzindo financiamento e despesas com cartão de crédito, por exemplo, e depois apresentando essas despesas na ficha de inscrição resulta na dedução duplicada dessas despesas.

“Há casos em que o aluno não lê o edital com atenção, por isso, a partir do momento em que ele deixa de apresentar um documento essencial, é desclassificado. Nesses casos não há possibilidade para o conselho alterar a situação, mudar o índice de carência. Mas claro que há o recurso”, afirma.

A verba destinada ao Fundo Municipal de Bolsa de Estudos é de R$ 1,5 milhão, deste montante, 30% são para o ensino técnico e 70% para graduação. “Hoje, o aluno tem que ter aproveitamento mínimo de 75%, senão ele perde a bolsa”, conta Alexandre.

Inscrições 2014
Segundo o presidente, neste ano foram 103 inscritos para o ensino técnico, com 49 desclassificados, 15 ficaram na lista de espera e 33 foram habilitados para fazer a assinatura do contrato. Ao todos, 24 foram contemplados, porque os demais não assinaram o contrato. O que sobrou da verba foi transferido para o ensino superior.

“No ensino superior, foram 279 inscritos, 120 desclassificados, 39 ficaram na lista de espera, 97 assinaram o contrato e 13 tiveram parecer da assistência social desfavorável”, conta Alexandre. Ao todo, 473 bolsistas de graduação são mantidos pelo Simube.

Como funciona
O atual sistema de concessão de bolsas de estudo leva em conta o índice de carência do candidato, a renda familiar e o número de pessoas da família. O Simube oferece bolsa para ensino técnico e superior em cinco modalidades: Bolsa Custeio, Bolsa Financiamento, Bolsa Estágio, Bolsa Servidor e Bolsa Pessoa com deficiência.

Contatos para dúvidas relativas ao Simube podem ser feitas pelo telefone 3621-6039 ou no e-mail [email protected].

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