Na região, 65,8% dos partos são cesarianas; OMS recomenda 15%

Na RMVale, a média de nascimentos feitos por cesariana é de 65,8%. Os dados são do Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e reúnem o número de partos realizados nas redes pública e privada. A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que apenas 15% dos nascimentos sejam feitos por intervenção cirúrgica.

Escrito por: Poliana Casemiro2 min de leitura
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Na região, partos naturais são minoria

Cristiane Pereira/Amor em Foco Fotografia

Na RMVale, a média de nascimentos feitos por cesariana é de 65,8%. Os dados são do Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e reúnem o número de partos realizados nas redes pública e privada. A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que apenas 15% dos nascimentos sejam feitos por intervenção cirúrgica.

O número reflete uma realidade nacional. Segundo a pesquisa Nascer Brasil, coordenada pela Fiocruz, publicada no último dia 29, a média de cesarianas realizadas no Brasil é de 52% no setor público e de 88% no setor privado.

Em São José dos Campos, dos 27.342 mil partosrealizados na rede púbica nos últimos seis anos, 11.261 mil foram realizados por meio cirúrgico -quase 42% do total de nascimentos no período.

“Criou-se a falsa ilusão de que com a cesariana a mulher sofreria menos e com isso a intervenção cirúrgica tornou-se hábito. O parto normal é o melhor para a mãe e para a criança, mas a escolha é da mãe”, explica Lauro Mascarenhas, diretor da Sogesp (Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo).

Para reduzir esses números, mulheres que passaram pela experiência do parto criaram o grupo Roda Bebedubem, que oferece apoio e informação às gestantes sobre o nascimento humanizado. O trabalho já atendeu cerca de 300 mulheres e, no último levantamento, 80% delas optaram pelo nascimento natural.

“Os números na região são assustadores. O objetivo da Roda é que a forma de nascimento seja uma escolha da mulher. É preciso repensar o método pelo impacto que causa na mãe e no bebê”, explica Flávia Penido, uma das criadoras do projeto.

Atualmente, o trabalho é realizado em São José dos Campos, Jacareí, Lorena e Ubatuba. Além da orientação, o grupo tem desenvolvido projetos para a implantação de doulas solidárias -mulheres que dão suporte físico e emocional as gestantes antes, durante e após o parto- em hospitais da rede pública de saúde.

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