Nanossatélite do Inpe vai ser lançado em junho na Rússia
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) está realizando testes do segundo nanossatélite brasileiro, o NanosatC-Br1, antes de enviá-lo à Rússia para lançamento do satélite, que acontece em 19 de junho. Os testes ambientais são feitos no LIT (Laboratório de Integração e Testes) do instituto.


Nanossatélite desenvolvido pelo Inpe
Divulgação/AEB
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, realiza testes do segundo nanossatélite brasileiro, o NanosatC-Br1, antes de enviá-lo a Rússia para lançamento no dia 19 de junho. Os testes ambientais são feitos no LIT (Laboratório de Integração e Testes) do instituto.
O satélite faz parte de estudos dos pesquisadores do Inpe e após a bateria de avaliações o pequeno satélite será encaminhado para a Holanda, onde irão ser feitas as últimas experiências.
Também participaram da criação alunos da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e as empresas Emsisti, ISS (Innovative Solution in Space), empresa holandesa fornecedora da plataforma do cubesat, além da brasileira Lunus Aeroespacial.
De acordo com o pesquisador do Inpe, Otávio Durão, este modelo de satélite exige menos recursos, que são bancados pela AEB (Agência Espacial Brasileira). “Além da exigência de menos recursos, a difusão de informações entre as instituições de pesquisa e ensino permite que cada vez mais países tenham seus cubesats. Na América Latina, apenas Argentina, Equador, Peru e Colômbia têm esses equipamentos”.
Projeto
O NanosatC-Br1 é um satélite científico, com pouco mais de um quilo e o primeiro cubesat (pequeno satélite) desenvolvido no Brasil. De acordo com Durão, o projeto é uma experiência para o setor de tecnologia.
“Estamos aprendendo muito com esta nova tecnologia, tanto com relação ao satélite, quanto com o segmento de solo, para o seu lançamento e operação com a estação. Para o segundo cubesat, todo o software de bordo será nacional. Além disso, o ITA e o Inpe estão desenvolvendo um cubesat, onde os subsistemas são desenvolvidos aqui, após uma análise do que foi adquirido”, disse.
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