Nanossatélite do ITA pode explicar queda no sinal de ligações telefônicas

Desenvolvido pelas unidades do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em São José dos Campos e em Santa Maria (RS), o primeiro nanossatélite brasileiro, que está em órbita há 83 dias, poderá explicar porque em alguns momentos acontecem as quedas no sinal das ligações.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Um dos objetivos do NanosatC-BR1 é compreender a falha no campo magnético

Divulgação/AEB

Desenvolvido pelas unidades do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em São José dos Campos e em Santa Maria (RS), o primeiro nanossatélite brasileiro que está em órbita há quase três meses poderá explicar porque em alguns momentos acontecem as quedas no sinal das ligações telefônicas nas cidades da RMVale.

Na região, há sinais eletromagnéticos mais fracos devido às explosões solares que acabam gerando tempestades de radiação, influenciando diretamente no comportamento das telecomunicações. Isso acaba criando problemas nas redes de comunicação, como ausência de sinal no celular.

Segundo o professor e pesquisador do Inpe de São José envolvido no projeto, Otávio Durão, devido a uma grande quantidade de radiação, nossa região sofre com uma falha no campo magnético chamada de anomalia magnética do Atlântico Sul. Essa anomalia atrapalha o caminho do sinal dos satélites que orbitam pela região.

O professor Nelson Schuch, da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), um dos responsáveis pelo projeto, explica que, devido a essa falha, o campo magnético brasileiro é três vezes menor do que no resto do mundo e um dos objetivos do NanosatC-BR1 é compreender porque isso acontece.

A importância de entender a falha no campo magnético levou o Inpe a iniciar a produção do NanosatC-BR2 e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), a desenvolver um nanossatélite. A ideia é construir uma rede de sensores para mapear o campo magnético com mais precisão, melhorando o sinal de transmissão de telecomunicação no Brasil.

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