‘Não tem como consumir esta água’, diz superintendente da Sabesp

Em reunião com vereadores de Taubaté, Sabesp admite que comete erros

Escrito por: Marcus Alvarenga3 min de leitura
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superintendente regional da empresa, o engenheiro Fernando Lourenço de Oliveira, gerente da Sabesp de Taubaté, Cláudio Katayama (Divulgação/CMT)

Fernando Lourenço e Cláudio Katayama, superintendente e gerente regional da Sabesp

Divulgação/CMT



 Os diretores da unidade Taubaté da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) comentaram sobre os erros cometidos no fornecimento e tratamento de água na cidade em um encontro com os vereadores, realizado na última segunda-feira (6). Na reunião os parlamentares levaram garrafas d’águas turvas, recolhidas em diversos pontos da cidade e o gerente foi impedido de provar o líquido.

A Câmara de Taubaté emitiu uma nota oficial apresentando os dados que foram expostos pela equipe da Sabesp sobre as reclamações na cidade. Segundo o superintendente regional da empresa, engenheiro Fernando Lourenço de Oliveira, o problema de qualidade da água, registrado nos últimos meses, tem relação direta com os vazamentos.

“Toda vez que há um vazamento grande, aumentam as reclamações quanto à qualidade da água que chega nas casas”, disse o engenheiro após mostrar um gráfico com a porcentagem de reclamações. O primeiro lugar nas reclamações é em relação à conta (45%), seguido dos vazamentos (26%) e a qualidade, com 7%.

Após a explanação, os vereadores questionaram o gerente da Sabesp de Taubaté, Cláudio Katayama, se o mesmo consumiria a água turva recolhida por eles de diversos bairros. O gerente voltou a afirmar que o produto era tratado com cloro e sempre está própria para o consumo.

No momento que o gerente se prontificou em beber, para comprovar que a água estaria própria para o consumo, o superintendente o interrompeu e afirmou que a Sabesp comete erros. “Acho que não devemos insistir com a prova. Com essa característica, não serve para consumo”, afirmou Fernando Lourenço. “A Sabesp comete erros, reconhecemos nossos problemas. Não tem como consumir esta água.”

Motivos e soluções
A empresa cita que as alterações na água podem ter sido causadas pela qualidade da água bruta, problemas na fase de tratamento e/ou no sistema de distribuição. Porém, reforça que as cidades de Tremembé e Caçapava, abastecidas pela mesma rede, não identificaram este problema.

Outro fator citado pela Sabesp é a estrutura antiga da rede, que ainda é 20% de ferro e 80% de PVC. A cada ano, apenas 0,5% do encanamento é substituído. Na reunião a equipe da Sabesp explicou que dez quilômetros de tubulação estão em processo de troca e outros cinco mil ramais, ligação entre a rede e as residências, serão substituídos por peças novas.

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