Prevista para ser concluída em três meses, obra em cratera vai atrasar mais 30 dias em Taubaté

Buraco foi aberto no dia 17 de março após rompimento e vazamento de uma adutora da Sabesp

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Obras começaram no iníco de abril

Bruno Castilho/Meon



As obras para o reparo do asfalto da rua Juca Esteves, na região central de Taubaté, vão sofrer atraso de, pelo menos, um mês.
Os trabalhos começaram no dia 5 de abril, custaram R$ 1,4 milhão e tinham prazo de entrega para 90 dias. Porém, os três meses se passaram e o buraco ainda continua aberto, motivando reclamação de comerciantes próximos ao local.


A cratera foi aberta na noite de 17 de março, quando o asfalto cedeu no momento em que um carro passava pelo local. O veículo foi engolido pelo buraco e a motorista foi resgatada com auxilio de uma escada com ferimentos leves nas pernas.
À época, a Prefeitura de Taubaté informou que a abertura do buraco foi causado pelo rompimento e vazamento de uma adutora da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Em nota, a prefeitura informou que “a secretaria de Obras avaliou a necessidade de reparo em mais 10 metros de tubulação”. Ainda no comunicado, o governo Ortiz Junior (PSDB) afirmou que “o contrato com a empresa foi aditado e a expectativa é de que a obra seja concluída em 30 dias.”
A Prefeitura de Taubaté informou que não houve acréscimo no valor do contrato.

Prejuízo

Para os comerciantes, a notícia do atraso na entrega das obras de reparo no asfalto da rua Juca Esteves é sinônimo de mais problemas. De acordo com Douglas Vilela, de 45 anos, os clientes reclamam diariamente pela falta de local para estacionar próximo da loja.
“Aqui não afetou tanto para mim, pois estou na esquina, mas ficou difícil para os clientes. Já não tem muita vaga para estacionar e com a obra ficou ainda mais difícil de encontrar local para parar o carro. Então, os clientes estão reclamando bastante”, explicou.

Já para a comerciante Marilda Sales, de 68 anos, o movimento foi diretamente afetado, pois a loja de material de escritório fica em frente ao buraco aberto. Trabalhando há três anos no local, ela afirma que o movimento chegou quase a zero.
“Eu tenho a sorte que eu faço venda também pela internet. Mas eu não estou nem repondo mais a minha mercadoria porque não vai adiantar”, disse.

Marilda afirmou que está estudando entrar na Justiça para pedir ressarcimento. “Infelizmente, o prejuízo que eu tive aqui nesses três meses é difícil de recuperar. Se eu souber o caminho, como fazer, eu vou entrar com pedido de indenização”, completou.

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