Pacientes esperam há três meses por fitas que medem a diabete em Aparecida
Já não é a primeira vez que moradores de Aparecida reclamam da demora da Prefeitura em adquirir as tiras reagentes que medem a glicemia de pacientes que fazem parte do programa de combate ao diabetes no município. A falta do material, que já dura três meses, prejudica muitas pessoas que dependem da distribuição gratuita, por […]

Já não é a primeira vez que moradores de Aparecida reclamam da demora da Prefeitura em adquirir as tiras reagentes que medem a glicemia de pacientes que fazem parte do programa de combate ao diabetes no município.
A falta do material, que já dura três meses, prejudica muitas pessoas que dependem da distribuição gratuita, por não ter condições financeiras de arcar com as despesas da fita. “Agora tenho que gastar R$ 200 todo mês com esse material e eu não tenho condições. Eu faço o uso da fita há anos e nunca faltou, mas agora a gente não sabe o que está acontecendo”, reclamou o morador do bairro do Itaguaçu, João Bosco.
Realidade que é compartilhada também pela dona de casa Maria Helena, moradora da Vila Mariana, que disse tentar seguir o tratamento e acompanhamento da doença, mas não consegue. “Eu sou diabética e tento fazer o controle. Toda semana vou ao PSF do bairro e verifico a pressão. Faço o teste de glicemia, mas agora os enfermeiros alegam que não tem como fazer a medição, já que as tiras estão em falta”.
De acordo com resolução de 2006 do Ministério da Saúde, a distribuição dessas tiras é obrigatória e de responsabilidade das administrações municipais.
A secretaria de Saúde de Aparecida realizou a licitação para a compra do material no último dia 10. Na oportunidade, o responsável pela pasta, Domingos Leo Monteiro, informou que os tramites burocráticos legais devem ser seguidos, e que estavam dentro do prazo, já que o pedido da secretaria de Saúde foi feito no final de setembro. Ele disse ainda que apesar de ter realizado o processo licitatório a compra demoraria a ser efetuada já que uma das empresas que perdeu o certame entrou com recurso.
Com esse impasse já se passaram quase vinte dias e ainda nada foi resolvido. “Eu acompanhei entrevistas dos secretários da Prefeitura falando sobre a compra das tiras, mas até agora eu não consegui nada, inclusive eu só consigo fazer a medição graças à doação de algumas pessoas”, revelou a paciente Ana Maria do Prado, do bairro Ponte Alta.
Diante da demora, a Prefeitura informou que a secretária de Saúde, Rosemarry de Souza Leite, fez um pedido de compra emergencial apenas no último dia 3. Apesar da informação ter saído de dentro do Executivo, ela foi negada pela secretária. “Na verdade fizemos o pedido dia 24 através de comunicação interna e solicitação para compra desse material. Essas documentações foram encaminhadas para a secretaria de Administração e no dia 3, apenas reiteramos o pedido”, esclareceu.
O pedido deve ser avaliado pela Procuradoria Jurídica para que seja liberada a compra. A compra deve ser feita dentro de uma semana, se o parecer for aceito.
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