Para Codivap, projeto da transposição do Paraíba é preocupante

O Codivap (Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale Do Paraíba) reuniu, nesta sexta-feira (21), prefeitos para debater sobre a transposição de água do Rio Paraíba do Sul que deve abastecer o Sistema Cantareira. O encontro aconteceu no 58º Congresso Estadual de Municípios, em Campos do Jordão.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Prefeitos da RMVale discutem sobre a transposição do Paraíba

Warley Leite/Meon

O Codivap (Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale Do Paraíba) reuniu, nesta sexta-feira (21), prefeitos para debater sobre a transposição de água do Rio Paraíba do Sul que deve abastecer o Sistema Cantareira. O encontro aconteceu no 58º Congresso Estadual de Municípios, em Campos do Jordão.

O projeto do governador Geraldo Alckmin (PSDB), para aumentar o abastecimento de água da população paulista, foi discutido com os prefeitos de Guaratinguetá, São Bento do Sapucaí, Redenção da Serra, Natividade da Serra, Piquete, Campos do Jordão e Tremembé. A ideia é enviar e receber água do sistema Cantareira.

Segundo o presidente do Codivap e prefeito de Pindamonhangaba, Vito Ardito (PSDB), o governador está aflito com os baixos níveis dos reservatórios, por isso, há urgência na discussão do projeto. “É preciso um posicionamento imediato sobre o projeto. Não é possível deixar a capital sem água e enfrentar um racionamento, mas também é necessário que todos invistam em saneamento básico”.

Ardito alertou que a possibilidade de faltar água na capital é algo que pode acontecer, mas que é preciso analisar os riscos para a região. “Vai faltar água em São Paulo. A situação é preocupante e pior do que podemos imaginar. Não podemos também tirar de um lugar e colocar em outro”, afirmou.

Os prefeitos vão se reunir na próxima segunda-feira (24) com o governador Geraldo Alckmin para encaminhar e solicitar explicações sobre o projeto, que vai contar com dutos de 15 km entre as Represas Jaguari,  no Vale do Paraíba e Atibainha, no Sistema Cantareiras, orçado em R$ 500 mi.

Sabesp
Luiz Paulo Neto, diretor de Sistemas Regionais da Sabesp, descartou a possibilidade de racionamento de água, durante participação do Congresso de Municípios nesta quinta-feira (20), em Campos do Jordão. “Não haverá necessidade de racionamento de água no interior e litoral de São Paulo”, ressaltou.

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