Estudante de Direito assassinada em Pindamonhangaba havia mudado rotina após perseguição do ex
Irmã relata que jovem passou a evitar sair de casa e tinha medida protetiva contra o ex-namorado; crime aconteceu na segunda-feira (10)

A estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, assassinada a tiros em Pindamonhangaba, havia mudado hábitos e restringido a rotina por causa de episódios de perseguição atribuídos ao ex-namorado. Segundo familiares, a jovem passou a evitar sair de casa e tinha uma medida protetiva contra o homem.
Lívia foi morta na segunda-feira (10), em uma praça localizada no bairro Campo Alegre. O crime é investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do assassinato e a relação do ex-companheiro com o caso.
A irmã da vítima relatou que Lívia vinha demonstrando preocupação com a própria segurança. De acordo com o depoimento da familiar, a jovem chegou a alterar a rotina e evitar alguns lugares depois de episódios envolvendo o ex-namorado.
Ainda segundo a família, a situação teria provocado mudanças no cotidiano da estudante, que passou a permanecer mais tempo em casa. A irmã também afirmou que o comportamento do ex-companheiro afetou toda a família.
Medida protetiva
Lívia havia procurado as autoridades antes do assassinato e conseguiu uma medida protetiva contra o ex-namorado. O recurso judicial tinha como objetivo impedir que ele se aproximasse ou mantivesse contato com a jovem.
Mesmo com a medida em vigor, a estudante acabou sendo assassinada.
A existência da medida protetiva passou a ser um dos pontos analisados pela investigação, que deverá verificar se houve eventual descumprimento e reconstruir os acontecimentos que antecederam o crime.
O ex-namorado é apontado como principal suspeito. Após o assassinato, ele foi localizado e levado para atendimento médico. Até o momento, a investigação ainda apura as circunstâncias da ocorrência e deverá ouvir o suspeito quando houver condições.
Despedida
Lívia era estudante de Direito e também atuava na área jurídica. A morte da jovem causou comoção entre familiares, amigos e pessoas que conviviam com ela.
O sepultamento ocorreu nesta terça-feira (11), em Pindamonhangaba.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, confirmar a autoria e identificar todos os elementos relacionados ao histórico de perseguição e à medida protetiva concedida à vítima.
O assassinato também chama atenção para os riscos enfrentados por mulheres que procuram ajuda após situações de violência e perseguição, reforçando a importância de mecanismos de proteção e do acompanhamento dos casos pelas autoridades.
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