Plano Estadual traça futuro do lixo para as cidades da RMVale
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente apresentou nesta quarta-feira (29) o Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo. Para a RMVale o documento prevê a criação da Câmara Temática de Meio Ambiente e diversas metas para enfrentar os principais problemas da região com o lixo.


Aterro sanitário de São José dos Campos
Flávio Pereira/Meon
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente apresentou nesta quarta-feira (29) o Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo. Para a RMVale o documento prevê a criação da Câmara Temática de Meio Ambiente e diversas metas para enfrentar os principais problemas da região com o lixo.
Diversas metas foram estabelecidas, com prazos determinados para acontecer. As mais importantes são a missão de concluir todos os planos intermunicipais de resíduos sólidos até 2015, a eliminação total de lixões até o final de 2014, reabilitação das áreas dos antigos lixões de responsabilidade do poder público em 100% até 2025 e a redução gradativa, até 2025, dos resíduos recicláveis nos aterros.
Quem não atender à legislação pode perder investimentos tanto do Governo Federal, quanto do Estadual. No caso da iniciativa privada, as sanções podem vir, por exemplo, na forma de não liberação de licenças e alvarás.
Em vários municípios do Vale do Paraíba e Litoral Norte há detalhes que precisam serem revistos. Na sub-região de São José dos Campos, Taubaté e Vale Histórico, que compreendem 33 cidades, incluindo Santa Isabel, o documento aponta a necessidade de maior participação das prefeituras com soluções regionais, como a criação de centros de triagem de resíduos e compostagem em áreas próximas a Cachoeira Paulista, Tremembé, São José dos Campos e Guararema.
Também é necessária, de acordo com o plano, a instalação de novos aterros sanitários regionais em Cachoeira Paulista, Tremembé e Santa Isabel. Por fim, o plano também destaca a implementação de uma UVE (Unidade de Valorização Energética) para toda a RMVale.
“Esta é uma necessidade antiga. O aterro de São José, por exemplo, só tem mais oito anos de vida. Outra coisa importante é a implantação urgente das UVEs. O gás metano que sai do lixo no aterro é queimado para virar gás carbônico porque, no seu estado natural, é 21 vezes mais reativo para causar aquecimento global”, detalha o ambientalista André Miragaia. “O UVE aproveita o gás para gerar energia, como gás natural e usar como combustível, por exemplo.”
“O grande desafio é fazer isso tudo acontecer. O papel aceita tudo. Agora a nossa região tem que entender e colocar em prática. A questão do lixo é urgente”, diz o ambientalista.
Litoral Norte
Para a terceira subdivisão da região, que engloba as cidades do Litoral Norte, foi definida a criação de uma central de triagem para reaproveitamento de materiais recicláveis em Caraguatatuba, acompanhada de usina de compostagem, aterro sanitário e aterro para resíduos sólidos inertes. Atualmente, de acordo com inventário estadual de resíduos sólidos urbanos da Cetesb referente a 2013, todo o lixo produzido no Litoral Norte é enviado para os aterros de Tremembé e Jambeiro.
“A quantidade de chorume que pinga dos caminhões de lixo serra afora para levar lixo do litoral para os aterros é grande. Isso pode contaminar o solo e, se tem chuva, pode se misturar na água e piorar a contaminação. Além disso, é muito caro esse transporte diário, o melhor é tratar na cidade mesmo. Levar o lixo produzido em São José, por exemplo, até Tremembé, que é um percurso menor que o feito do litoral pela Tamoios, custa R$ 300 mil por dia só com transporte”, explica Miragaia.
O Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo pode ser consultado no site da Secretaria de Meio Ambiente.
Posts Relacionados

55 cães esperam por você na feira de adoção deste sábado

Exposição de quadros feitos por idosos percorre a cidade com arte

Jacareí zera óbitos no trânsito em setembro e acumula seis meses sem mortes em vias municipais em 2026
