PM é preso por envolvimento na chacina da Santa Cruz em São José

Uma ação do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da Polícia Civil em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar prendeu um policial militar suspeito de participação na chacina ocorrida em dezembro de 2013 na favela Santa Cruz, em São José dos Campos.

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Policial civil guarda o beco onde quatro pessoas foram assassinadas

Flávio Pereira/Meon

Uma ação do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da Polícia Civil em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar prendeu um policial militar suspeito de participação na chacina ocorrida em dezembro de 2013 na favela Santa Cruz, em São José dos Campos.

É a primeira vez que a Secretaria Estadual de Segurança Pública confirma o envolvimento de um PM no crime. À época da chacina, a Polícia Militar negou que policiais teriam participado do crime. Outros dois homens foram detidos na operação, ocorrida na noite da última sexta-feira (25), em São José.

A Secretaria de Segurança Pública informou que a prisão faz parte das investigações sobre o caso, sob a responsabilidade do DHPP. As apurações foram determinadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). À ocasião, a comunidade da Santa Cruz realizou protestos, que resultaram na depedração e incêndio de carros e ônibus no centro da cidade.

Procurado pelo Meon, o comando da Polícia Militar na RMVale informou que não tem informações e não poderia falar sobre as prisões.

A chacina
Na madrugada do dia 3 de dezembro de 2013 quatro homens foram mortos a tiros e um ficou ferido em um beco da favela Santa Cruz, em São José. Três das cinco pessoas teriam sido obrigadas a se ajoelhar e foram executadas com um tiro na nuca. Os outros dois foram alvejados no momento que tentaram fugir. Testemunhas acusaram PMs como autores dos disparos.

As mortes deixaram a comunidade indignada e os moradores fizeram diversos protestos cobrando por justiça. No mesmo dia da chacina, parentes, amigos e vizinhos das vítimas interditaram com faixas a avenida Nélson D´Ávila, no centro da cidade, obrigando o comércio local a baixar as portas. O clima ficou ainda mais tenso quando um ônibus foi incendiado.

Outras ruas do centro também ficaram com o trânsito interditado por quase cinco horas durante as manifestações. Ao final do dia, seis moradores foram presos por vandalismo e os estragos somaram, além do ônibus queimado, três veículos depredados e outros dois incendiados.

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