Polícia indicia amigo de arquiteto assassinado em São Sebastião

Ele era amigo da vítima; delegado aponta motivação passional

Escrito por: Mara Cirino3 min de leitura
fundo_placeholder-023136

arquiteto_lelo_wesley
O delegado titular do 1º DP de São Sebastião, Vanderlei Pagliarini, indiciou um servidor municipal da Prefeitura de São Sebastião como autor do assassinato do arquiteto e ex-policial Wesley Augusto Santana, 39 anos, conhecido por Lelo, na madrugada do último dia 6 de outubro. R.S. era amigo da vítima.

“No dia seguinte ao crime, um domingo, meus investigadores alertaram sobre um possível envolvimento dele. Dei ordem para sua localização e ele foi achado no dia seguinte e acompanhou os policiais até a delegacia, onde negou o envolvimento”, conta o delegado.

Segundo Pagliarini, a polícia trabalha com a hipótese de 80% como sendo crime passional e outros 20% ligados a dinheiro. Esta semana o suspeito foi novamente ouvido, mas não foi preso por estar colaborando com as investigações. Durante o interrogatório ele não quis se manifestar.

“Na primeira vez que foi ouvido, eu pedi o celular dele  e verifiquei que todos os arquivos do WhatsApp haviam sido deletados no dia do crime, inclusive com a reinstalação do aplicativo”. Diante desse fato, o aparelho foi encaminhado para peritos da Polícia Federal que recuperaram os arquivos deletados e, de acordo com Pagliarini, neles constam prova do envolvimento do suspeito. 
As suspeitas sobre o servidor público decorrem de uma série de fatores, conforme o delegado, como imagens de câmeras do Centro de Operações Integradas (COI) e das imediações do crime, no bairro Varadouro, região central de São Sebastião.

Segundo Pagliarini, é possível ver o carro do indiciado nas proximidades da casa da vítima por volta das 22h20 da noite anterior ao crime e saindo às 2h35. Há também imagens do vulto de uma pessoa em um barranco no terreno vizinho à casa da vítima entre 2h25 e 2h35 e o carro deixando o local na contramão.

Também chama a atenção que a cachorra da vítima, embora doente, não deixava nenhum estranho chegar na casa, e nesta data, ela teria se comportado normalmente, não dando sinal de alerta.

No dia do crime, os celulares de Lelo e de sua esposa foram levados pelo assassino, assim como a arma da vítima que por ser ex-policial tinha direito ao porte. “Já encaminhei pedido de quebra do sigilo de dez linhas telefônicas para dar continuidade no processo”.

A vítima estaria dormindo no andar de baixo da casa quando foi atacada com requintes de crueldade, sendo esganada e levando pancadas na cabeça. A esposa se encontrava no andar superior e teria contato a polícia que ouviu barulhos e, com medo por conta das duas filhas pequenas, chamou um vizinho que ao chegar já encontrou Lelo sem vida.

Publicado em:

Posts Relacionados