Poluição sonora em cidades da RMVale pode causar perda auditiva

Assim como acontece em outras cidades urbanizadas, os moradores de São José dos Campos estão sujeitos a uma alta taxa de poluição sonora. Tráfego intenso, obras, obrigação de permanecer em locais ruidosos por causa do trabalho, entre outros males provenientes da agitada vida urbana são fatores que, aos poucos, fazem com que a audição seja seriamente prejudicada.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Ruídos de trânsito intenso podem causar perda auditiva

Divulgação

Assim como acontece em outras cidades urbanizadas, moradores da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) estão sujeitos a uma alta taxa de poluição sonora. Tráfego intenso, obras, obrigação de permanecer em locais ruidosos por causa do trabalho, entre outros males provenientes da agitada vida urbana são fatores que, aos poucos, fazem com que a audição seja seriamente prejudicada.

De acordo com a ABO (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia), a exposição a esses tipos de sons intensos é a segunda causa mais comum para a deficiência auditiva. Irreversível, a perda da capacidade de ouvir bem pode ser tanto o resultado da somatória de exposição aos ruídos considerados altos quanto ao fato de ser submetido uma única vez a um som de alta intensidade, como uma turbina de avião ou a explosão de um rojão, por exemplo.

Os trabalhadores de ambientes com altos ruídos, como das linhas de produção, são os principais afetados e precisam utilizar aparelhos de proteção para diminuir o risco de perda auditiva. Mesmo assim, em cidades como São José dos Campos, o risco está em todos os lugares. Uma variedade de situações pode levar a perda da audição em situações corriqueiras do nosso dia a dia.

A exposição a sons intensos ocorre com muito mais frequência do que se imagina. Estudos mostram que uma pessoa pode desenvolver perda auditiva quando se submete a ruídos de 90 decibéis por um longo período de tempo. De acordo com o presidente da associação, o médico Fernando Freitas Ganança, essa intensidade sonora é atingida em diferentes situações do dia a dia.

“Cinemas, danceterias, shows musicais ou comemorações com fogos de artifício, todas são ocasiões que podem ultrapassar o nível de decibéis aceitáveis. Além de todos aqueles tipos de som que fazem parte da vida cotidiana nas cidades urbanizadas, como obras, trânsito e ambientes com grande número de pessoas falando ao mesmo tempo”, diz.

Para se ter uma ideia de quanto os ruídos do dia a dia são danosos, algumas especificações podem ser úteis. Um avião a jato, por exemplo, produz um barulho de 130 a 140 dBs. Já em uma balada ou show musical, ficamos expostos a aproximadamente 120 dBs. Uma obra com furadeira ou serra elétrica nos expõe a 100 dBs, enquanto o tráfego intenso é responsável por 80 a 90 dBs.

Sintomas
Sensação de zumbidos no ouvido, falar muito alto ou precisar aumentar o volume da televisão ou do telefone para poder escutar são sinais de que podem haver danos na audição. Por tratar-se de uma perda sutil, muitas pessoas sequer imaginam que estão perdendo a audição.

Evitar as situações nas quais o ruído é intenso é a única maneira de prevenir-se contra a perda de audição. E para isso não é preciso um medidor de decibéis, basta atentar-se a algumas dicas simples que vão ajudar a manter os ouvidos em pleno funcionamento.

O local apresenta um alto ruído quando existe necessidade de gritar para se fazer ouvir, quando após sair do local o ouvido apresenta zumbidos ou se há a sensação de diminuição de audição depois de deixar o ambiente. Nessas situações, a associação recomenda a consulta a um médico especialista para verificar a saúde auditiva.

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