Postos de Caçapava cortam ducha grátis e implantam lavagem a seco
A estiagem e o medo de faltar água nas torneiras fez com que alguns comerciantes de Caçapava mudassem seus hábitos. Os postos de gasolina deixaram de oferecer a ducha grátis para quem abastece ou troca o óleo e estão implantando sistemas de lavagem econômica.


Lavagem a seco usa 90% menos de água
Divulgação
A estiagem e o medo de faltar água nas torneiras fez com que alguns comerciantes de Caçapava mudassem seus hábitos. Os postos de gasolina deixaram de oferecer a ducha grátis para quem abastece ou troca o óleo e estão implantando sistemas de lavagem econômica.
“Como você vai usar uma coisa que não é sua, como a água, para fazer promoção? Não posso oferecer ducha para melhorar as vendas, ainda mais agora com toda a crise que vivemos”, explica o empresário Paulo Gastão, 50 anos.
O posto de Gastão foi o primeiro a deixar de oferecer a ducha e também a investir em sistema de lavagem ecológica. O empresário conta que no começo os clientes estranharam e o número de atendimentos caiu, mas agora já começam a subir novamente.
“A pessoa fica desconfiada e pergunta como vai lavar o carro sem água. Mas não é totalmente sem água, só usa 90% a menos. Não risca o carro e é totalmente confiável. Aos poucos os clientes vão vendo que é bom e vem voltando”, conta.
Uma lavagem a seco ou ecológica simples consome cerca de 70 litros de água, contra 250 litros usados em uma lavagem comum e custa em média R$ 18. A novidade virou onda e diversos outros postos já estão trocando de sistema. “tomei a decisão no meu posto, e um concorrente viu e também fez. Depois disso virou uma onda”, destaca Gastão.
Abastecimento
Caçapava é atualmente abastecida por 25 poços artesianos. Mesmo sem depender das represas que secam mais a cada dia na RMVale, a cidade se preocupa pois a falta de chuva também afeta os poços.
“E tem mais, a água de poço custa quinze vezes mais para ser extraída que a dos rios. Outro ponto é que o lençol freático não se refaz assim rápido, o poço tem vida útil de uns 20 anos. Por isso, já estamos desenvolvendo o projeto de uma estação de captação no Paraíba”, afirma o gerente da Sabesp na cidade, José Galvão.
Paraíba do Sul
Nesta sexta-feira (14), os reservatórios da Bacia do Rio Paraíba do Sul operam com apenas 5% de sua capacidade total. A represa de Santa Branca já atingiu 1,75% de seu volume e Paraibuna, um dos maiores reservatórios do estado, opera com 3,74% de seu nível normal.
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