Prefeitura de Lagoinha acompanha saída de 55 famílias de assentamento
A Prefeitura de Lagoinha, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, está acompanhando a saída de 55 famílias do acampamento Egídio Brunetto, na Fazenda Bela Vista. A área foi invadida há seis meses e, de acordo com a administração, oito famílias ainda não deixaram o local. Na manhã desta sexta-feira (31), famílias foram retiradas, mas o número não foi divulgado.


Famílias deixam assentamento
Divulgação/MST
A Prefeitura de Lagoinha, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, está acompanhando a saída de 55 famílias do acampamento Egídio Brunetto, na Fazenda Bela Vista. A área foi invadida há seis meses e, de acordo com a administração, oito famílias ainda não deixaram o local. Na manhã desta sexta-feira (31), famílias foram retiradas, mas o número não foi divulgado.
De acordo com a assessoria de imprensa da administração, o dono da área recorreu à Justiça para a reintegração de posse da fazenda, que ainda está sendo analisado. O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) também entrou com ação para a desapropriação da fazenda.
Ainda não há uma definição sobre a reintegração, mas a maioria das famílias já deixou a gleba após parecer negativo da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) que alerta sobre impactos no meio ambiente caso a área seja ocupada, já que a fazenda fica distante 7,5 quilômetros do Parque Estadual da Serra do Mar.
Segundo a diretora estadual do MST, Michele Anita da Silva, a área foi invadida pois tem potencial para produzir três tipos de alimentos. “Dá para produzir três tipos de alimentos e abastecer os municípios em torno com leite e derivados, cereais e hortifrutis”, diz Michele.
Por meio de sua assessoria, a prefeitura informou que está prestando o atendimento necessário às famílias e acompanha o caso com a equipe de apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social, que está realizando o cadastramento das pessoas. O MST não quis comentar sobre a saída dos integrantes.
Entenda o caso
Em 7 de abril de 2014, o Incra recebeu o título de posse da Fazenda Boa Vista, em Lagoinha, que foi decretada de interesse social para reforma agrária pelo Governo Federal em 28 de dezembro de 2012.
Dias depois, a Justiça Federal de Taubaté voltou atrás e emitiu medida cautelar suspendendo a criação do assentamento atendendo a pedido dos proprietários. O MST e o Incra aguardavam a decisão da Justiça para concluir o assentamento das 55 famílias.
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