Prefeitura usa pregos e canos de PVC na manutenção de estradas de terra em São José dos Campos
Pedaços de ferro, canos de PVC, pregos e arame estão sendo depositados nas estradas rurais junto com o resíduo sólido que deveriam ser usados como cascalho para assentar a terra nas vias. A denúncia feita pelos moradores do jardim Santa Maria, zona leste de São José dos Campos, foi engrossada por vereadores da bancada governista e de oposição na última sessão plenária desta terça-feira (11).


Erro foi cometido por empresa que faz reutilização dos resíduos sólidos
Flávio Pereira/Meon
Pedaços de ferro, canos de PVC, pregos e arame estão sendo depositados nas estradas rurais junto com o resíduo sólido que deveria ser usados como cascalho para assentar a terra nas vias. A denúncia feita pelos moradores do Jardim Santa Maria, zona leste de São José dos Campos, foi engrossada por vereadores da bancada governista e de oposição na última sessão plenária desta terça-feira (11).
Além do Santa Maria, vias de bairros da zona norte como o Buquirinha e o Jaguari também apresentaram os mesmos problemas. Os detritos de construção civil são utilizados para assentar a terra nas vias rurais em respeito à lei federal de manuseio de resíduos sólidos.
A SSM (Secretaria de Serviços Municipais), responsável pela manutenção das estradas, reconhece o problema. De acordo com o secretário Antônio Carlos Wolff Nadolny, foi realizada, nesta segunda-feira (10), uma reunião com a A.B. Areias, empresa responsável pelo serviço, para entender o que teria acontecido.
“As sobras são separadas, trituradas e reutilizadas na manutenção das estradas rurais. Entretanto, essa separação do que presta e o que não presta para virar cascalho foi o grande problema que identificamos. A questão já foi resolvida e tenho certeza de que a cidade ainda vai se tornar referência em tecnologias para a reciclagem de resíduos sólidos”, afirma o secretário.
A A. B. Areias substitui a empresa Dutrafer, responsável por realizar este serviço durante a gestão de Eduardo Cury. O secretário defende a mudança de empresa e afirma que, apesar do trabalho não ter começado como deveria, a empresa tem condição de melhorar o que já vinha sendo feito.
“Com certeza ainda vamos ouvir muitas notícias boas com relação ao reaproveitamento do lixo proveniente da construção civil. A fábrica possui um pessoal capacitado para utilizar tecnologias modernas e impulsionar São José a um novo patamar nesse setor”, afirma.
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