Presidente da Câmara, Diego Fonseca estuda corte de gastos no Legislativo

Vereador falou sobre os planos para sua primeira gestão à frente da Casa

Escrito por: Murilo Cunha4 min de leitura
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O vereador Diego Fonseca (centro) posa junto à Mesa Diretora do biênio 2017/2018.

Divulgação/Câmara de Taubaté

Em entrevista ao Portal Meon, vereador Diego Fonseca (PSDB), falou sobre seus planos para o a presidência da Câmara Municipal de Taubaté. Exercendo seu segundo mandato como vereador, Diego foi eleito presidente em sessão no dia 1º janeiro, após obter o voto de 11 dos 19 vereadores.

A eleição da mesa diretora foi marcada pela “mudança de lado” de alguns dos vereadores. Rodrigo Luís Silva, o Digão, e Bilili de Angelis, ambos do PSDB, votaram no candidato derrotado, Orestes Vanone (PV). Já os outros vereadores do PV, Rodson Lima Júnior “Bobi” e Dentinho, optaram por votar no tucano.

Onovo presidente minimizou a questão e negou que haja qualquer tipo de “racha” entre as bases dos dois partidos. Ele afirmou que vai fazer uma administração “para todos os vereadores” e que o principal desafio nesses próximos dois anos é administrar as contas da Casa.

Confira a entrevista abaixo:

Meon: Como será o mandato de Diego Fonseca na presidência?

Diego Fonseca: A nossa administração tem que ser par o povo de Taubaté. A Câmara precisa tomar algumas medidas para economizar, cortas gastos. Com certeza vai ser uma ação um pouco dura, mas tempos que fazer. Veja o momento que Taubaté passa, como todo o país… É época de conter despesas.

Meon: Que tipo de ajustes o senhor tem em mente?

Diego Fonseca: Venho conversando com o nosso diretor geral e com o procurador jurídico. Precisamos fazer um raio-x para saber o que nós conseguimos cortar. Hoje, com 99% de certeza, devemos cortar alguns telefones da Casa e reduzir a cota dos vereadores. O gasto com gasolina também deve ser reduzido. Pedimos para o financeiro fazer um levantamento do quanto é gasto atualmente, tudo será feito com um estudo técnico criterioso.

Meon: Uma reivindicação dos servidores é o reajuste salarial. Isso é possível no momento?

Diego Fonseca: É claro que o aumento é um pedido que os funcionários fazer, e com direito e razão. Mas o que estamos vendo é uma queda na receita do município, que também afeta a Câmara Municipal. Vou dar um aumento? Isso também precisa passar pelo financeiro, ser estudado.

Meon: Alguma mudança em relação aos servidores comissionados?

Diego Fonseca: No momento, não deve mudar nada. Trocamos apenas o chefe de gabinete da presidência, que é um cargo comissionado, e a chefia de comunicação, que passa a ser comandada pelo chefe da TV Câmara. O que eu disse para o pessoal é o que eu quero comprometimento com a Casa, quero trabalho, nada além disso.

Meon: Nos bastidores, há quem diga que a Câmara está “nas mãos” do prefeito Ortiz Júnior, uma vez que os aliados dele são maioria. Qual a sua posição sobre isso?

Diego Fonseca: O problema nao é o que se fala, mas quem fala. Dependendo de quem falou, para mim é irrelevante esse tipo de comentário. Existem pessoas que só querem tentar manchar nossa imagem, pregar algum tipo de rótulo. Para esse tipo de comentario eu nem dou muito ouvido.

Meon: Na eleição da Mesa Diretora, os vereadores do PV votaram no senhor, e os vereadores do seu partido, votaram no candidato do PV. Há um “racha” nas bases dos partidos, ou isso ficou para trás?

Diego Fonseca: Nunca houve um “racha”. Passadas as eleicoes, o perfeito convocou os vereadores do PSDB, e nessa conversa surgiu o assunto “presidência da Câmara”. O Digão abriu e o Bilili abriram mão, e eu disse que tinha interesse. Desde então, comecei a fazer o meu trabalho pedindo votos. Com o passar do tempo eles decidiram não apoiar a minha candidatura. Isso é normal. Não é porque estamos no mesmo partido que temos sempre o mesmo pensamento, isso é comum. Não deveria acontecer, como estamos no mesmo partido, a gente acredita que as pessoas vão votar no próprio partido, mas nem sempre acontece dessa forma, porque cada pessoa tem a sua linha de pensamento e as suas convicções. O mesmo ocorreu no PV. Na primeira reunião que eu fiz para falar da minha candidatura, quem participou foram o Vanone, o Dentinho e o Bobi. À princípio, então, o Vanone estava com a gente também, mas com o decorrer do tempo, ele colocou a candidatura dele à disposição. Só que em nenhum momento os outros dois integrantes do PV o boicotaram, porque os três já haviam decidido que fechariam com o meu grupo. Quem mudou de opinião foi o Vanone, não eles. Eu não vejo isso como algo errado, é uma questao de opinião. É coisa de eleição, isso não acontece só em Taubaté, mas em todo o Brasil.

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