Decreto de calamidade financeira em Cruzeiro terá validade até março

Comissão especial fará pente-fino nos contratos entre o Executivo e os fornecedores

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Governo Thales Gabriel vai realizar auditoria nos contratos

Divulgação/PMC

Com uma dívida estimada de R$ 205 milhões, o decreto de calamidade financeira em Cruzeiro terá validade até março, segundo a administração. Um relatório da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) mostra o município entre as cidades que decretaram calamidade financeira no ano passado.

A prefeitura, na gestão de Rafic Simão, decretou estado de calamidade para tentar negociar as dívidas com os fornecedores.
De acordo com a prefeitura, uma comissão especial está avaliando as dívidas contraídas. Entre as medidas do governo Thales Gabriel (SD) estão reduzir o número de secretarias, enxugar o número de cargos comissões, além de outras ações para reduzir os gastos em todas as secretarias.

Crise financeira
Em nota, a CNM informou que o momento de crise deve refletir nas novas gestões. “Considerando a forte crise econômica que os gestores vêm enfrentando nos últimos tempos, com o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com falta de boas perspectiva, os prefeitos tomaram medidas emergenciais em 2016, decretando Calamidade Financeira. Cenário esse que se repetiu nos primeiros dias de mandato dos novos gestores em 2017”, informou trecho da nota.

Pente-fino
Ainda de acordo com a administração, um pente-fino será feito nos contratos entre o Executivo e os fornecedores. “Uma comissão de avaliação dos restos a pagar será formada na próxima semana para apurar todos os contratos e serviços que foram realizados com a prefeitura no ano passado que se encontram contabilizados como dívida flutuante. A auditoria que será realizada nas contas do município é para apontar a regularidade dos contratos e sua regular execução. Após essa avaliação, o valor do serviço realizado bem como dos materiais efetivamente entregues será encaminhado para a Secretaria de Finanças que iniciará as negociações para quitar a referente dívida”, explicou a administração, por meio de nota.

“De acordo com o levantamento feito pela Secretaria Municipal de Finanças, a dívida flutuante do município que é de curto prazo, como fornecedores, folha de pagamento e outros está em torno de R$ 22,8 milhões. A prefeitura está negociando a dívida com os fornecedores. A prefeitura pagou o salário e o vale alimentação dos servidores do mês de dezembro de 2016.

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