Primeiro turno aprova greve e 10 mil funcionários da Embraer param por tempo indeterminado em São José

Os trabalhadores do primeiro turno da unidade de São José dos Campos da Embraer, entre produção e setor administrativo, aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (6). A paralisação começou um dia antes com o primeiro turno. Agora, toda a unidade joseense está parada com 10 mil funcionários de braços cruzados.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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A paralisação começou com os 2 mil funcionários do segundo turno

Flavio Pereira/Meon

Os trabalhadores do primeiro turno da unidade de São José dos Campos da Embraer, entre produção e setor administrativo, aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (6). A paralisação começou um dia antes com o segundo turno. Agora, os 10 mil funcionários da unidade joseense estão de braços cruzados.

A paralisação não atinge os trabalhadores da fábrica da Embraer, no distrito de Eugênio de Melo, em São José dos Campos. Ao todo, são 13 mil funcionários da empresa na cidade.

A paralisação acontece após a categoria rejeitar a proposta de reajuste de 7,4% oferecida pela empresa e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa as empresas do setor, durante a na última rodada de negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

De acordo com o sindicato, a proposta concede apenas 1% de aumento real, abaixo dos 8% ou 9% que metalúrgicos de outras empresas da região já conseguiram.

“Com o lucro em alta e bilhões de reais em contratos com o governo federal, a Embraer tem todas as condições de oferecer um reajuste maior aos trabalhadores. Por isso, vamos manter a greve até que a empresa deixe de ser intransigente e atenda às reivindicações dos metalúrgicos”, afirma o vice-presidente do sindicato, Herbert Claros da Silva.

Os funcionários da Embraer reivindicam 10% de reajuste, que, segundo o sindicato, representa 3,43% de aumento real nos salários. Além do aumento, os trabalhadores também pedem o congelamento do convênio médico -que pode dobrar de preço- e estabilidade no emprego.

Esta é a segunda vez em duas semanas que os funcionários da Embraer cruzam os braços. No dia 21 de outubro, cerca de 10.000 trabalhadores paralisaram as atividades por 24 horas.

Além da Embraer, metalúrgicos de outras cinco fábricas do setor aeronáutico também já rejeitaram a proposta de 7,4%: Latecoere, Graúna, Sobraer, Sopeçaero e Alestis.

Outro lado 
Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, a Embraer afirma que mantém “a firme determinação de preservar sua capacidade competitiva no cenário global” para justificar a proposta recusada pelo sindicato.

A nota ainda destaca desafios futuros, como o aumento da competitividade em seus mercados e a implementação de um “significativo plano de investimentos que visa assegurar sua sustentabilidade a médio e longo prazo”.

A empresa afirma também que a proposta de 7,4% de reajuste foi aceita na unidade de Botucatu e está em análise pelos sindicatos nas unidades de Gavião Peixoto, Sorocaba e Taubaté.

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