Professores e alunos das faculdades Etep e Bilac fazem protestos e entram em greve em São José nesta quinta
Professores e alunos da Faculdade Bilac e Etep Faculdades fizeram protestos em frente das instituições na noite desta quinta-feira (21) em São José dos Campos. As principais reivindicações são o pagamento de salários atrasados, FGTS, férias e 13º salário. Os apoiadores afirmam que estão em greve por tempo indeterminado até que a situação seja regularizada. […]





Professores e alunos da Faculdade Bilac e Etep Faculdades fizeram protestos em frente das instituições na noite desta quinta-feira (21) em São José dos Campos. As principais reivindicações são o pagamento de salários atrasados, FGTS, férias e 13º salário. Os apoiadores afirmam que estão em greve por tempo indeterminado até que a situação seja regularizada.
Solano Rodrigues de Souza, formado em Administração, é professor há 15 anos e dá aula no grupo Cetec – instituição responsável pelo Bilac e Etep – há 11 anos. Ele foi demitido em agosto e não recebeu nem o último mês trabalhado.
“Não tem deposito de fundo de garantia há cinco anos, não tem pagamento de salário na data certa, não tem 13º e férias há anos, eles pagam quando querem. Eu fui demitido em agosto e não recebi R$ 1 real, nem meu último salário, o último mês lá eu trabalhei de graça. Não recebi aviso prévio e não tem fundo de garantia depositado”, afirma Solano.
Desde agosto de 2018, o Meon tem noticiado constantes problemas que os alunos e professores passam em relação a matrícula, grade curricular, pagamentos atrasados de salários e benefícios.
Uma das alunas, que preferiu não se identificar, cursa Gestão de Recursos Humanos e conta que passou por diversas situações difíceis da parte da instituição. Ela aponta que a faculdade não teria resolvido os problemas dos atuais alunos e ainda está matriculando novos.
“Estou no último semestre e pelo jeito não viu conseguir me formar. A administração da faculdade está péssima. Acho que eles deveriam ter uma planejamento para que nenhum aluno e professor saíssem prejudicados. Eles sabem da situação que estão e ainda tão fazendo matrícula para novos alunos”, disse a aluna.
Por nota, o Grupo Cetec disse que a adesão a greve foi baixa e que não há férias, salário ou 13º atrasados de nenhum professor. Quanto ao FGTS e aos recentes desligamentos, disse que está negociando.
Confira:
“[…] atualmente não há férias, salário ou 13º atrasados de nenhum professor. Segundo a direção, a adesão à greve foi baixíssima e não afetou a grande maioria das aulas e tampouco a entrega final de trabalhos dos alunos.
Quanto ao FGTS, o Grupo Cetec está negociando neste momento seu parcelamento.
Da mesma forma, a instituição solicitou parcelamento para quitar alguns desligamentos realizados recentemente”
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