Câmara de Taubaté rejeita contas de 2022 do ex-prefeito José Saud
Aprovação dependia de 13 dos 19 votos, mas teve só 10; TCE apontou déficit de R$ 125 milhões e atraso em repasses à previdência municipal

A Câmara de Taubaté rejeitou nesta terça-feira (27) as contas de 2022 do ex-prefeito José Saud (PP). Como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia dado parecer desfavorável, as contas só seriam aprovadas com pelo menos 13 dos 19 votos. O placar foi de 10 votos a favor da aprovação e 9 pela rejeição.
Como votaram os vereadores
Votaram pela aprovação Alberto Barreto (PRD), Boanerge dos Santos (União), Douglas Carbonne (Solidariedade), Jessé Silva (Podemos), Dentinho (PP), Neneca (PDT), Nunes Coelho (Republicanos), Edson Oliveira (PSD), Richardson da Padaria (União) e Bobi (PRD).
Votaram pela rejeição Ariel Katz (PDT), Bilili de Angelis (PP), Diego Fonseca (PL), Isaac do Carmo (PT), Moises Pirulito (Podemos), Nicola Neto (Novo), Talita (PSB), Vivi da Rádio (Republicanos) e Zelinda Pastora (PRD).
O que o TCE apontou
O tribunal apontou déficit orçamentário de R$ 125 milhões em 2022, aumento das dívidas de curto e longo prazo e atraso nos repasses ao Instituto de Previdência do Município de Taubaté (IPMT), o que gerou R$ 1,9 milhão em multas e juros.
Saud pediu reexame e alegou que o déficit foi causado pela falta de repasses previstos dos governos estadual e federal. O TCE rebateu que a Prefeitura arrecadou R$ 12,9 milhões a mais do que o previsto naquele ano e que o orçamento aprovado já previa um déficit de R$ 143 milhões, contrariando o princípio do orçamento equilibrado.
O que diz o ex-prefeito
Saud afirmou que sua preocupação sempre foi com as pessoas e atribuiu parte das dificuldades a uma dívida herdada da gestão anterior. Ele citou ações como uniformes escolares, cartão alimentação, obras na zona rural e a atração de empresas, e disse que a área técnica do TCE havia se manifestado de forma favorável às contas.
Contas de 2023 também tiveram parecer contrário
Em maio de 2024, a Câmara aprovou as contas de 2021, primeiro ano do mandato de Saud. Já as de 2023 receberam parecer desfavorável do TCE em outubro de 2025, com déficit de R$ 123 milhões e falta de repasses de R$ 93 milhões ao IPMT. Esse processo ainda não foi enviado à Câmara.
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