Profissão Papai Noel: ‘Depois de todo esse tempo eu ainda me emociono’

Geogíde Teixeira representa o bom velhinho há 25 anos na RMVale

Escrito por: Laryssa Prado2 min de leitura
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Geogíde pensa em escrever um livro

Pedro Ivo Prates/Meon

Geogíde Teixeira, 69 anos, é Papai Noel em tempo integral há 25 anos mas diz que ainda sente um frio na barriga quando veste o traje vermelho. “Depois de todo esse tempo eu ainda me emociono, é impressionante. E não é só no Natal que as pessoas vêm até mim, é o ano inteiro. E não são só crianças, os adultos e os idosos também”, conta. “No começo eu achava que era fácil de levar. Depois eu vi que é um negócio de muita responsabilidade, você mexe com sentimento de criança, tem que entender o pai e a mãe também”, diz.

Desde 1992 Geogíde vem acumulando histórias e pensa em escrever um livro, onde vai contar relatos como o do rapaz de 23 anos que foi levado pelo pai até o Papai Noel 15 anos depois de ter feito um pedido. “O pai queria que eu confirmasse que aos 8 anos ele havia pedido uma porta com uma chave bem grande. Eu me lembrei na hora, porque tinha ficado muito pensativo com aquilo”, conta.

Com toda essa experiência, Geogíde confirma que muitas vezes o desejo das crianças não se manifesta em algo material. “Uma vez um menininho muito falante me disse que queria dois presentes. O primeiro era que o Papai Noel sarasse seu avô doente. Então eu disse a ele que a gente ia conversar com o papai do céu e rezar, e perguntei qual era o outro presente. Ele disse que só me contaria quando o avô sarasse”, diz Geogíde.

Uma semana depois o menino voltou ao shopping. “Ele nem obedeceu a fila, veio logo gritando que o avô tinha sarado. Então eu perguntei qual era o outro presente, e ele respondeu como quem escolhe qualquer coisa, só para ter o que dizer: ah, eu quero uma bola. O importante pra ele não era o presente, era que o avô sarasse. O presente podia ser qualquer coisa, diz”.

Nem sempre as histórias são felizes, admite Geogíde, mas ele garante que são sempre especiais e marcantes.

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