Projeto prevê corredor exclusivo para alimentos sem açúcar, glúten e lactose em mercados de S. Sebastião
A Câmara de São Sebastião aprovou a implantação de uma lei que obriga supermercados a destinarem um corredor exclusivo para mercadorias sem açúcar e de produtos livres de glúten e de lactose, entre outros destinados a dietas restritivas.


Mercados terão que destinar corredores para produtos sem açúcar, lactose ou glúten
Divulgação/Reinaldinho
A Câmara de São Sebastião aprovou a implantação de uma lei que obriga supermercados a destinarem um corredor exclusivo para mercadorias sem açúcar e de produtos livres de glúten e de lactose, entre outros destinados a dietas restritivas.
A proposta foi encaminhada ao prefeito Ernane Primazzi (PSC) para ser sancionada. De acordo com o vereador Reinaldinho (PSDB), autor do projeto de lei, os supermercados não devem apresentar resistência em aderir ao espaço “Mais Saúde”, visto que muitos já operam desta forma.
Ana Luiza Araujo da Silva, 2 anos, nasceu com intolerância à lactose. Sua mãe, Luciana Araujo da Silva, 36 anos, conta que até é fácil encontrar os produtos dietéticos separados no mercado, mas que no caso dos livres de lactose, tem que ler rótulo por rótulo, e quase nunca ficam juntos num mesmo corredor.
“Gastamos o dobro do tempo para fazer compra porque tenho que praticamente caçar os produtos sem lactose para ela. Tenho depois que ler tudo, as letras são super miúdas e, no caso dela que é alérgica, tem poucas coisas. Se tiver um corredor ou até uma área com essas mercadorias, seria mais fácil encontrar tudo sem correr riscos”, afirma Luciana.
Saúde
Para a nutricionista Andrea Vanzan, especialista em segurança alimentar, o projeto deveria ser uma lei nacional pelos benefícios que traz para os pacientes e familiares.
“Os mercados não têm ideia da quantidade de pessoas que sofrem com diabetes, doença celíaca, intolerância à lactose, além dos pacientes renais ou hipertensos. Comprar um produto errado, sem ter certeza que é livre do agente que lhe causa mal estar, significa um salto na qualidade de vida”, detalha.
Andrea acredita que ainda existem outras mudanças que precisam acontecer urgentemente nas leis referentes aos rótulos. “Tinha que ser obrigatório ter rótulos com selos indicando se aquele alimento é sem glúten, por exemplo, ou sem lactose. Poderia ainda ser diferenciados por cor. Temos que lutar por isso, e o exemplo de São Sebastião tem que ser seguido porque, infelizmente, a mudança só vem com a força da lei”, conclui a especialista.
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