Proposta de conciliação de greve será votada na próxima segunda por trabalhadores da LG

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a nova proposta foi formulada após a audiência virtual desta sexta-feira (16) no TRT

Escrito por: Gabriel Campoy3 min de leitura
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Em greve desde a última segunda-feira (12), os trabalhadores da LG de Taubaté deverão receber na próxima segunda-feira (19) uma proposta de conciliação de greve trazida pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

De acordo com a entidade sindical, a nova proposta foi formulada após a audiência virtual desta sexta-feira (16) com a empresa na Justiça do Trabalho. A votação deverá ser realizada na manhã da próxima segunda no portão principal da fábrica.

Os principais pontos que devem ser propostos serão:

– Que a empresa pague os dias de greve

– Retomada de negociação entre Sindicato e LG, partindo da última proposta apresentada pela assembleia

– Definição de um calendário de negociação entre o sindicato e a empresa, de 19 a 23 de abril

– Apresentar a sugestão do TRT, para que seja realizada uma reunião ampla, com participação do sindicato, da empresa, do Ministério Público do Trabalho, legislativo municipal e estadual, executivo municipal e estadual, para que seja debatida a possibilidade de permanência do setor de monitores e notebooks em Taubaté

– Suspensão da greve com retorno ao trabalho em caso de aprovação do conjunto da proposta de conciliação

De acordo com a entidade sindical, a proposta de conciliação já foi enviada aos trabalhos para ser colocada em votação.

Na manhã desta sexta-feira, funcionários da LG realizaram uma carreta, horas antes da audiência no TRT, em forma de protesto pelo fim da produção na fábrica em Taubaté.

Entenda o caso

Em janeiro deste ano começaram a circulas informações no mercado e na imprensa sul-coreana sobre uma possível venda divisão de celulares da LG. O Sindicato acionou a empresa, mas recebeu ofícios com respostas evasivas. Um pedido de reunião com o presidente da LG também não foi atendido.

Diante do cenário de incertezas, em 26 de março, os trabalhadores aprovaram o estado de greve. No dia 5 de abril, a fabricante sul-coreana soltou um comunicado onde informava o encerramento global da divisão de celulares, alegando prejuízo de 4,1 bilhões de dólares.

No dia seguinte, em reunião com o sindicato, a empresa informou que pretende levar a linha de notebooks e celulares de Taubaté para Manaus. A LG alega que na capital do Amazonas terá incentivos fiscais, o que não corre no estado de São Paulo.

Após reuniões com o sindicato, a empresa apresentou uma proposta de indenização aos trabalhadores. Contudo, o pacote foi rejeitado em assembleia realizada no dia 12 de abril. Os funcionários aprovaram então uma greve por tempo indeterminado.

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