Quadrilha que furtava carros antigos em São José é presa na Grande São Paulo
O grupo é acusado de furtar carros com ano de fabricação anterior a 2000 para desmanches; cerca de 22 veículos foram levados desde o início do ano


Seis homens acusados de serem integrantes de uma quadrilha que furtava carros antigos em São José dos Campos foram presos na manhã desta segunda-feira (19) na Grande São Paulo. Cerca de 22 veículos com ano de fabricação anteriores a 2000 teriam sido levados pela quadrilha desde o início do ano. A polícia segue investigando o grupo e os crimes.
De acordo com a Polícia Civil, os casos de furtos na cidade chamaram a atenção pelo alvo dos criminosos. A quadrilha furtava carros com ano de fabricação abaixo do ano 2000, em São José dos Campos a maioria dos frutos acontece em carros com fabricação entre 2010 e 2020. Os furtos foram feitos em estacionamentos e ruas da cidade.
Depois dos crimes, os suspeitos levavam os carros para desmanches da Grande São Paulo, onde as peças eram retiradas ou os carros eram descaracterizados.
A partir dessa suspeita, o Deic (Delegacia de Especializada de Investigações Criminais) começou a investigar o caso.
Desde fevereiro, os investigadores usaram imagens de câmeras de segurança, locais de onde aconteceram os furtos, percursos realizados pelos indivíduos e depoimentos das vítimas para ajudar na investigação. Já em outubro a investigação apontou que a mesma quadrilha furtou 22 carros em São José dos Campos e também teria ligação com furtos que aconteceram em Jacareí e Caçapava.
A investigação apontou seis endereços na Grande São Paulo. Nesta segunda-feira policiais do Deic foram até Itaquaquecetuba e o bairro Itaim Paulista, bairro de São Paulo. Nos endereços foram apreendidos três veículos, sendo dois deles adulterados e um usado como transporte para os criminosos chegarem até São José dos Campos para cometer os crimes.
Os seis foram presos e levados para a cadeia de Caçapava, onde devem ser indiciados por furto qualificado e associação criminosa, crimes com pena de até 10 anos prisão. Apesar disso, a prisão da quadrilha é temporária e só será efetiva caso a investigação comprove a participação dos suspeitos nos próximos 90 dias.
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