Rapaz denuncia funcionários da balsa S. Sebastião-Ilhabela por racismo

Um morador de Ilhabela teria sido vítima de racismo na manhã de sexta-feira (17) quando ia embarcar na balsa com destino ao arquipélago. Francisco Silva, 26 anos, conta que dois funcionários do transporte marítimo teriam discriminado ele devido à cor da pele. “Ele me chamou de ‘neguinho folgado’, ‘pretinho’, entre outros adjetivos, quando tentei pular a rampa quando ele a subiu no momento que eu ia passar. Depois, outro trabalhador do local ainda disse que ‘tinha que ser preto mesmo’ ao ver a discussão. Eu disse que ia procurar meus direitos e ele deu risada”, afirma.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Um morador de Ilhabela teria sido vítima de racismo na manhã de sexta-feira (17) quando ia embarcar na balsa com destino ao arquipélago. Francisco Silva, 26 anos, conta que dois funcionários do transporte marítimo teriam discriminado ele devido à cor da pele. “Ele me chamou de ‘neguinho folgado’, ‘pretinho’, entre outros adjetivos, quando tentei pular a rampa proque ele a subiu no momento que eu ia passar. Depois, outro trabalhador do local ainda disse que ‘tinha que ser preto mesmo’ ao ver a discussão. Eu disse que ia procurar meus direitos e ele deu risada”, afirma.

Segundo Silva, por volta das 9h ele caminhava apressadamente em direção ao atracadouro da balsa em São Sebastião e um homem branco também seguia para o local há aproximadamente três metros de distância, à frente, também apressado. Quando a balsa estava prestes a sair, o funcionário que operava a rampa teria esperado o homem branco passar e teria acionado o equipamento quando Silva ia subir.

Silva completa que teve pular para embarcar na balsa. Ele explica que foi nesse momento que o funcionário que estava na rampa e outro que se aproximava começaram a ofendê-lo pejorativamente pelas características raciais. O rapaz teria exigido que fosse respeitado e perguntou o motivo das ofensas.

“Fiz boletim de ocorrência e vou procurar um advogado para garantir meus direitos. Quando eu disse que ia tomar providências eles ainda falaram em tom de piada que isso não iria ‘dar em nada’”, conclui.

O rapaz registrou o boletim de ocorrência por injúria na Delegacia de São Sebastião e foi informado que o BO será encaminhado à DP de Ilhabela para que a autoridade policial do arquipélago possa tomar as medidas cabíveis.

Dersa 
Em nota oficial, a empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), responsável pelo serviço de travessias, afirma que não tolera qualquer atitude discriminatória e informa que, imediatamente, após tomar conhecimento do fato, por meio do Jornal Imprensa Livre, solicitou a cópia do Boletim de Ocorrência registrado.

A companhia também ressalta que já iniciou a apuração dos fatos, solicitou o depoimento formal dos funcionários envolvidos e tomará todas as medidas disciplinares cabíveis necessárias. O Dersa esclarece em nota que esses serviços são prestados por mão-de-obra contratada pela empresa Internacional Marítima e que mantém canais para comunicação pelos quais os usuários podem tirar dúvidas e comunicar situações como essa. O contato pode ser feito pelo e-mail [email protected] e pelo telefone 0800 72 66 300.

A Internacional Marítima, empresa contratada da travessia litorânea entre São Sebastião e Ilhabela, também informa em nota oficial que está apurando os fatos relatados na denúncia e irá se manifestar após análise cuidadosa do ocorrido.

“Ressaltamos que o principal compromisso da empresa é garantir um serviço eficiente e seguro aos usuários. O cuidado e o respeito ao próximo são práticas diárias no ambiente de trabalho e entre seus colaboradores”, afirma em nota.

Publicado em: