Redenção da Serra quer dique para garantir água e fortalecer turismo
Redenção da Serra quer construir um dique para manter o nível da água na represa no entorno da cidade e atrair mais investimentos em turismo histórico e esportivo. O projeto que já tem quase 15 anos, voltou a tramitar agora em maio, em meio à seca, em diversos trechos dos reservatórios da RMVale.


Redenção hoje: Em meio à crise hídrica, carros passam aonde havia um lago
Divulgação/Câmara
Redenção da Serra quer construir um dique para manter o nível da água na represa no entorno da cidade e atrair mais investimentos em turismo histórico e esportivo. O projeto que já tem quase 15 anos, voltou a tramitar agora em maio, em meio à seca, em diversos trechos dos reservatórios da RMVale.
Nas ruas da cidade as reclamações são recorrentes. “A gente ainda consegue fazer alguns eventos esportivos, mas é muito difícil. Já fomos a capital de diversos esportes náuticos, agora por causa da seca, é possível atravessar de carro trechos onde antes era um imenso lago”, destaca Daniel Pereira, 32 anos, vereador do PSDB.
Em 2000, quando a região viveu a última crise hídrica, a prefeitura encaminhou um projeto ao DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), pedindo ao governo do Estado que construísse um dique na represa de Paraibuna, que banha a cidade.
“Se o nível da água nunca baixar, poderemos planejar ações estratégicas, atrair investimentos em turismo e fazer a cidade renascer novamente. Quem vai investir num ramo onde só vem turista quando tem água”, detalha Pereira.
Para o vereador, o dique é uma dívida do Estado com a cidade. “Eles nos devem essa obra pois afundaram nossa cidade para construir essa represa. Muitos moradores perderam tudo. Agora precisamos de socorro. Sei que somos poucos, cerca de cinco mil pessoas, mas temos nossa relevância histórica e cultural para este Estado”.
Cidade submersa
Redenção e Natividade da Serra foram inundadas no início da década de 70 pelo governo de São Paulo, que decidiu criar uma represa com as águas dos rios Paraitinga e Paraíba do Sul para colocar em funcionamento a usina hidroelétrica em Paraibuna. Muitos moradores de Redenção foram obrigados a deixar suas casas, que hoje estão submersas, para morar na região mais alta da cidade.
Dique
O projeto que deve custar em torno de R$ 2 milhões está sendo reestruturado pelo Diretoria de Bacia do Paraíba e Litoral Norte do Daee, em Taubaté. A pauta de se construir um dique na cidade foi retomada após uma reunião realizada em fevereiro de 2014, entre a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, o DAEE, a CESP (Companhia Energética do Estado de São Paulo) e a Prefeitura de Redenção da Serra.
Para o deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV), que é de Redenção da Serra e acompanha o caso, existe viabilidade, falta o projeto sair do DAEE e ir para as mãos dos outros órgãos responsáveis. “É complicado, pois mesmo que aprovado pelo Governo, terá que ter também aprovação da ANA (Agencia Nacional de Águas) e da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) para sair do papel. Mas vamos cobrar”, completa.
A Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e a CESP informaram que ainda não receberam o projeto do DAEE. Procurado pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, o Departamento ainda não havia se manifestado sobre o caso.
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