Salário de motoristas e cobradores da RMVale é maior que média nacional
A média salarial dos motoristas e cobradores de ônibus do Vale do Paraíba é maior que a média nacional, segundo informações da Avetep (Associação Valeparaibana das Empresas de Transportes de Passageiros).


Salário de motoristas e cobradores da região é maior que média nacional
Flavio Pereira/Meon
A Média salarial dos motoristas e cobradores de ônibus do Vale do Paraíba é maior que a média nacional, segundo informações da Avetep (Associação Valeparaibana das Empresas de Transportes de Passageiros). Nesta segunda-feira (16), funcionários das empresas de transporte de São José fizerem um ato contra o aumento de salário proposto pelas empresas.
Também na segunda-feira (16), 230 funcionários dos 480 trabalhadores da JTU (Jacareí Transporte Público) entraram em greve com a paralisação de 100% dos ônibus, afetando cerca de 120 mil passageiros. Na terça-feira (17), os funcionários encerraram a greve.
Entre as reivindicações da categoria estão uma maior participação na PLR (Participação nos Lucros e Resultados), reajuste de 100% da inflação, além de 5% de aumento real, reajuste do valor do vale-alimentação para R$ 550 e ampliação do serviço de convênio médico.
Segundo a Avetep, em São Paulo, por exemplo, os motoristas tem um salário médio de R$ 2.151,40 e os cobradores R$ 1.224,20. Já a média salarial no Vale do Paraíba é de R$ 2.431,48 para os motoristas e R$ 1.504,89 para os cobradores.
“Cada região tem o seu salário, temos esse salário em um nível um pouco melhor, devido à nossas lutas” admite Paulo Ferreira da Silva, líder dos motoristas e cobradores de São José. “Mas também tem outras cidades que o piso salarial é maior que o nosso”, diz.
Segundo a Avetep, nas duas ou três cidades brasileiras onde o motorista tem salário maior, o sistema opera sem cobradores, portanto, com custo muito mais baixo e ainda recebem subsídios em determinadas gratuidades.
“Em Taubaté, os motoristas recebem o mesmo que nós e a passagem é mais barata, R$ 2,70”, afirma Paulo Ferreira. “O problema é que todo ano as empresas oferecem um aumento acima da inflação e esse ano não está acima”, completa Paulo.
Por meio de nota, a Avetep informou que as empresas atravessam uma crise financeira profunda e que no ano passado, a tarifa foi reduzida sem justificativa técnica e agora em 2014 não houve nenhum reajuste que compensasse a redução, provocando queda na receita das empresas. A associação decidiu assumir o custo de um reajuste da inflação do período, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, cujo percentual é de 5,82%.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, os trabalhadores reivindicam reajuste de 10,82%, convênio médico, aumento do vale-alimentação e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) (de R$ 610 para R$ 1 mil), além de melhores condições de trabalho. A data-base da categoria é 1º de maio, mas as empresas se recusam a dar aumento real aos trabalhadores.
Isenção de impostos
Apenas em São José dos Campos, a prefeitura vai abrir mão de R$ 3 milhões em impostos por ano, até 2016, em benefício das empresas de transporte coletivo. A alíquota zero sobre o ISS (Imposto sobre Serviços) foi concedida pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT), em contrapartida à implementação no bilhete único na cidade. Além disso, as empresas recebem 100% do valor de venda de publicidade nos ônibus, ficando 20% do espaço reservado para propaganda do governo.
Uma audiência de conciliação acontece nesta quarta-feira (18), às 14h, no TRT de Campinas, entre sindicato e a JTU (Jacareí Transporte Público).
Exemplos de salários em algumas cidades brasileiras:
Vale do Paraíba
Motorista: R$ 2.431,48
Cobrador: R$ 1.504,89
São Paulo
Motorista: R$ 2.151,40
Cobrador: R$ 1.224,20
Campinas
Motorista: R$ 2.034,67
Cobrador: R$ 903,48
Guarulhos
Motorista: R$ 2.002,00
Cobrador: 1.148,40
Curitiba
Motorista: R$ 1.814,94
Cobrador: R$ 1.027,11
Rio de Janeiro
Motorista: 1.957,89
Cobrador: 1.080,39
Salvador
Motorista: R$ 1.744,77
Cobrador: R$ 1.033,56
Obs.: O valor acrescido do INPC (5,82%)
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