Sampaio e Francisco Carlos debatem sobre obras de acesso na AGC
A inauguração da nova unidade da fábrica de vidros do grupo AGC no Brasil, em Guaratinguetá não foi marcada só pela comemoração no cenário empresarial da região. O evento teve espaço para alfinetadas entre a antiga e a atual gestão do Executivo, em torno de investimentos no empreendimento multinacional.


Zico na solenidade de inauguração da fábrica da AGC, em Guaratinguetá
Divulgação/ISP
A inauguração da nova unidade da fábrica de vidros do grupo AGC no Brasil, em Guaratinguetá não foi marcada só pela comemoração no cenário empresarial da região. O evento teve espaço para alfinetadas entre a antiga e a atual gestão do Executivo, em torno de investimentos no empreendimento multinacional.
Cobrado pela obras de acesso à fábrica, durante seu discurso, o prefeito Francisco Carlos Moreira dos Santos (PSDB) alegou que a administração anterior teria prometido o acesso a AGC, mas ao assumir, não havia dinheiro o suficiente. “Eu me recordo quando Davide Cappellino chegou no meu gabinete e disse que precisávamos fazer o acesso da AGC. Foi um compromisso assumido pela governo municipal, não importa quem foi a pessoa, o governo tem a responsabilidade e nós fomos ver o valor, que era em torno de R$ 8 milhões ou R$ 9 milhões. Fomos olhar o caixa e não tinha. Olhei a lei, não tinha. Não estava no orçamento”, argumentou.
Atualmente secretário de Habitação em São José dos Campos, Miguel Sampaio, que foi vice-prefeito rebateu as declarações do tucano, de que a gestão anterior não deixou dinheiro em caixa para que o acesso fosse construído. “O Francisco é um cara inteligente, sabe que toda negociação é institucional. Um prefeito assume o compromisso e os demais tem que cumprir, ora! Da mesma forma que ele fala de um investimento que está fazendo, o município, na gestão dele, vai receber muito recurso que não estava previsto. Então, e é mil vezes mais do que ele está investindo. Então eu diria que, a colocação dele, na minha avaliação, foi infeliz no momento”.
Sampaio participou das negociações para que a indústria pudesse vir para Guaratinguetá e lembrou o processo para que a cidade fosse escolhida. “Eu que vi desde a primeira reunião, quando nós participamos na seleção de 167 cidades e Guaratinguetá ficou entre as 21 escolhidas, depois ficou entre as seis, depois ficou entre as duas cidades (a outra foi Pindamonhangaba). Então, quando eu vejo hoje, é uma materialização de um sonho”.
O secretário alegou ainda que, o vice-presidente do Complexo Químico da Basf, Willi Nass, ofereceu parte das estruturas para ajudar a AGC no transporte para a exportação e garantiu que ele e o atual prefeito não devem separar administrações, mas sim, juntar esforços.
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