Santa Casa de Cruzeiro vai à Justiça contra intervenção de Rafic Simão
A Santa Casa de Cruzeiro ingressou na tarde desta segunda-feira (11) com uma ação de mandado de segurança contra a Prefeitura de Cruzeiro. A direção do hospital considera que a intervenção administrativa realizada na manhã desta segunda-feira foi realizada de forma arbitraria pelo prefeito Rafic Simão (PMDB). A intervenção será de seis meses.


Santa Casa entra com mandado de segurança contra intervenção da prefeitura
Flávio Pereira/Meon
A Santa Casa de Cruzeiro ingressou na Justiça mandado de segurança contra a Prefeitura de Cruzeiro depois que o prefeito Rafic Simão (PMDB) determinou em decreto, na manhã desta segunda-feira (11), uma intervenção administrativa por seis meses no hospital.
Com a decisão, Simão pede o afastamento de toda a administração da Santa Casa alegando mau atendimento e precariedade da estrutura do prédio. Para a direção do hospital, que classificou a medida como “arbitraria”, o decreto não tem validade sem notificação judicial porque a Santa Casa é um hospital particular e não mantém parceria com a administração municipal.
“Ingressamos por meio do nosso jurídico com uma ação para sabermos se há validade neste decreto e como podemos resolver a situação. Infelizmente, estamos na situação precária por conta da omissão do município”, diz o superintendente da Santa Casa de Cruzeiro, Ed Carlos Santos.
Santos afirma que não esperava esta decisão da prefeitura, pois estavam em tratativas para retomar a parceria. “Não entendi os motivos desta intervenção. Somos um hospital particular e estávamos retomando as conversas para o gerenciamento do Pronto-Socorro em parceria com a prefeitura”, diz Santos.
“Entraram de maneira arbitraria, invadindo o nosso espaço. Queriam documentos sobre a situação financeira do hospital, mas nos negamos a ceder pois não tinham mandados judiciais”, ressalta Santos.
O prefeito Rafic diz que a intervenção é necessária devido à instabilidade do hospital e por conta das ameaças de interromper os serviços de atendimento. “Ele [Ed Carlos] vem se negando a atender cidades vizinhas da região. Não poderia esperar ele fechar as portas para tomar uma atitude sobre o caso. Tive que intervir”, comenta.
O prefeito acredita que a Justiça deve se pronunciar favorável à intervenção. “A Santa Casa de Cruzeiro perdeu verbas do Estado por não prestar contas corretamente dos recursos. Por esse cenário, acredito que o juiz não deva acatar”, comenta Simão. A estimativa é que o mandado de segurança seja julgado nesta terça-feira (12).
Reunião
Um encontro entre a diretoria da DIR (Diretoria Regional de Saúde) e prefeitos do Vale Histórico discute na tarde desta terça-feira o planejamento e redirecionamento dos atendimentos de emergência na Santa Casa de Cruzeiro.
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