São José dos Campos possui déficit de 450 vagas em asilos de idosos
O déficit em instituições de longa permanência para idosos que estão em situação de isolamento é de 450 vagas em São José dos Campos. A informação é da presidente da Comissão de Direito do Idoso da OAB (Organização dos Advogados do Brasil), Pérola Melissa Vianna Braga. “Infelizmente, o número aumentou”, diz.


Falta de políticas públicas faz crescer o número de instituições paralelas
Divulgação/EBC
O déficit em instituições de longa permanência para idosos que estão em situação de isolamento é de 450 vagas em São José dos Campos. A informação é da presidente da Comissão de Direito do Idoso da OAB (Organização dos Advogados do Brasil), Pérola Melissa Vianna Braga. “Infelizmente, o número aumentou”, diz.
Em dezembro do ano passado, durante o POP (Planejamento Orçamentário Participativo) Setorial, foi divulgado pela presidente da comissão que 350 pessoas da terceira idade aguardavam uma vaga. Segundo Pérola, no encontro foi aprovado em consulta popular como prioridade absoluta a criação de instituições públicas ou ampliação das vagas, hospital de retaguarda para tratar de idosos e ampliação do atendimento na área da saúde para o idoso. “Mas nada foi feito até agora”, afirma.
“Desconheço qualquer projeto em andamento ou conversa formal entre prefeitura e sociedade civil para o atendimento dessas necessidades. Não existe em São José dos Campos nenhuma instituição de longa permanência pública, o que existem são três instituições que possuem convênio com a prefeitura, mas que, juntas, não oferecem mais do que 100 vagas”, comenta Pérola.
A advogada argumenta que, além das instituições que possuem convênio com a prefeitura, existem outras quatro particulares consideradas regulares. Soma-se ao déficit nos asilos, o centro de apoio às pessoas da terceira idade que também precisa ampliar o serviço.
“Cerca de 170 idosos aguardam uma vaga no Centro Dia, que tem atendimento diferenciado, as pessoas passam o dia lá e depois voltam para casa”, conta Pérola. “A OAB continua tendo como prioridade absoluta a criação e ampliação das instituições de longa permanência e a ampliação da proteção ao idoso”, completa.
A presidente da comissão também alerta para a criação de instituições clandestinas. “A falta de políticas públicas para idosos faz crescer o número de instituições clandestinas. Às vezes, no desespero, os familiares acabam colocando o idoso nesses locais, o que é um risco. A falta de políticas públicas gera um mercado paralelo”, afirma.
Outro lado
Procurada pelo Meon, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Prefeitura de São José, responsável pelas políticas públicas para o idoso em São José, não retornou até o fechamento desta matéria.
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