Servidores municipais entram em greve em Taubaté
Protesto afeta serviços públicos na cidade

Servidores municipais de Taubaté iniciaram uma greve nesta terça-feira (2) e realizaram uma manifestação em frente à Prefeitura, no Centro da cidade. O movimento reivindica reposição salarial, reajuste de benefícios e a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos dois anos.
Logo nas primeiras horas da manhã, os trabalhadores se concentraram em frente ao Paço Municipal, onde o portão principal permaneceu fechado durante o ato. O atendimento ao público também foi impactado pela mobilização.
A paralisação já provoca reflexos na rede municipal de ensino. Segundo apuração da reportagem, pelo menos cinco escolas estão sem aulas ou funcionando parcialmente devido à adesão de professores ao movimento. Em algumas unidades, o atendimento ocorre apenas com auxiliares, sem a presença de docentes efetivos.
De acordo com o sindicato da categoria, os servidores já estavam em estado de greve e a paralisação foi oficialmente iniciada nesta terça-feira. A entidade informou que a adesão ainda está sendo contabilizada e pode variar entre os diferentes setores da administração municipal.
A principal reivindicação dos trabalhadores é a reposição da inflação acumulada, estimada em cerca de 9,5%, além da recomposição salarial após dois anos sem reajuste.
Segundo representantes do sindicato, a falta de correção salarial também afeta servidores aposentados, que aguardam a reposição dos índices inflacionários. A entidade afirma que a mobilização conta com participação de profissionais das áreas de educação, saúde, mobilidade urbana, assistência social e serviços urbanos.
Em nota, a Prefeitura de Taubaté informou que acompanha o movimento e publicou um decreto estabelecendo medidas para garantir a continuidade dos serviços públicos considerados essenciais. Entre as ações previstas estão a reorganização de escalas de trabalho, o remanejamento de servidores entre secretarias e, em situações excepcionais, a contratação temporária de profissionais.
A administração municipal destacou que os serviços de saúde, limpeza urbana, educação infantil, assistência social, transporte sanitário e defesa civil terão prioridade durante o período de paralisação.
A prefeitura informou ainda que apresentou uma proposta de reajuste do vale-alimentação, que passaria dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,50. Segundo o Executivo, um projeto de lei deverá ser encaminhado à Câmara Municipal nos próximos dias para viabilizar a medida.
O governo municipal afirmou que as divergências com os servidores estão relacionadas ao cenário econômico e à situação fiscal do município. A administração também reiterou o respeito ao direito de greve, mas informou que os dias não trabalhados poderão ser descontados dos servidores, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
As negociações entre a prefeitura e o sindicato seguem abertas, mas ainda não há previsão para o encerramento da paralisação.
Foto: reprodução/Tv Vanguarda
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