Sindicalista diz que ‘não se responsabiliza’ por ônibus que saírem às ruas
Um áudio compartilhado pelo WhatsApp entre motoristas e cobradores das empresas de ônibus da região orienta os trabalhadores a ficarem em suas casas nesta sexta-feira (28), dia da greve geral convocada pelas principais centrais sindicais do país. A mensagem foi gravada pelo diretor do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, José Carlos de Souza. […]

Um áudio compartilhado pelo WhatsApp entre motoristas e cobradores das empresas de ônibus da região orienta os trabalhadores a ficarem em suas casas nesta sexta-feira (28), dia da greve geral convocada pelas principais centrais sindicais do país.
A mensagem foi gravada pelo diretor do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, José Carlos de Souza.
Segundo ele, quem for às garagens das empresas nesta sexta “não terá condições de trabalhar”.
“As garagens de todas as principais empresas decidiram parar. Tem mobilização em todas as cidades. Eu gostaria de orientar os trabalhadores para não virem para as garagens. Atenção, motoristas e cobradores: não vão às garagens. Não vão ao trabalho”, diz José Carlos no áudio.
“Se for, primeiro que não terá condições de trabalhar. A cidade vai estar parada devido a uma série de coisas que acontecerão. Caso a empresa pressione psicologicamente para ir para a garagem, vá. Mas quando chegar na portaria, desce com tranquilidade”, completa.

Atualmente, três empresas exploram o transporte coletivo de São José
Divulgação/PMSJC
O sindicalista ressalta que “não se responsabiliza pelo que ocorrer” com os ônibus que saírem para seus itinerários.
“Deixamos bem claro aqui: não vamos nos responsabilizar pelo que ocorrer com a saída do ônibus de qualquer garagem da região. Haverá piquetes em todos os setores. Nas rodovias, nas principais regiões”, afirma.
Apesar do tom, José Carlos diz que o sindicato prega “bastante paz, respeito e responsabilidade para essa greve”.
“O Brasil inteiro vai parar contra as reformas que vão acabar com os nossos direitos. Eu lamento a atitude das empresas, inclusive algumas delas pressionando os trabalhadores para irem mais cedo para a garagem”, diz.
“Nós não pregamos a violência. Nós pregamos o direito nosso de greve. Inclusive o Ministério Público do Trabalho soltou uma nota dizendo que a greve em geral no país é legítima.”
Confira o áudio na íntegra:
Liminares
Nesta quinta-feira (27), entidades que representam empresas de ônibus obtiveram liminares impedindo o sindicato de paralisar totalmente os serviços.
A BusVale, que representa as concessionárias de transporte coletivo da região, obteve decisão que determina a circulação de pelo menos 30% da frota de ônibus.
Outra liminar, obtida pelo Setpesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de São Paulo) estabelece que 50% dos trabalhadores deverão manter suas atividades.
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