Sobe para R$ 1,5 milhão o teto para compra de imóveis com o FGTS
Mudança deve injetar R$ 80 bilhões no mercado em seis anos


FGTS poderá ser usado na compra de imóvel de até R$ 1,5 milhão
Divulgação
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta semana, aumentar a valor máximo para financiamento de imóveis com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A nova regra entra em vigor em 2019 e sobe o teto de R$950 mil para R$1,5 milhões.
A mudança vale para financiamentos contratados dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e deve aquecer o mercado a médio e longo prazo. Segundo o Banco Central, a previsão é de que cerca de R$ 80 bilhões sejam injetados no mercado nos próximos seis anos por conta desta alteração. Para Rodolfo Manfredini, Assessor de Investimentos, a liberação do crédito deve movimentar a construção civil “O setor ainda esta com dificuldades. Essa mudança é uma forma de dar folego para o mercado. Sem crédito o mercado não flui.”. Mafredini comenta ainda, que a liberação de uso do FGTS para investimentos ajuda e muito a movimentar a economia.
Para Agostinho Plaça, conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São José dos Campos (CRECI), o aumento no teto do financiamento é um indicativo de melhora para o setor na região, “Isso é uma luz que o governo dá para melhorar o mercado.”.
A mudança não significa que o valor máximo está disponível pra todos. Os financiamentos continuam seguindo as regras do SFH. O comprador precisa atender a requisitos e passa por avaliação bancária. Para Agostinho, a melhor forma de saber o que é necessário para comprar um imóvel é procurar um corretor, “Sem o corretor, o comprador está vulnerável. O profissional saberá listar todos os documentos necessários, taxas e valores a serem pagos. Tudo para que a negociação esteja dentro da legalidade e que o cliente não tenha surpresas.”.
O conselheiro ainda alerta a população para se planejar antes de comprar um imóvel. Muitas pessoas conseguem a liberação do financiamento, mas não se preparam para assumir a dívida a longo prazo. “É necessário um replanejamento nos gastos da família. Hoje a maior dificuldade não é conseguir o financiamento, mas manter o pagamento.”, comenta Agostinho.
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