SP anuncia verba de R$35 milhões para distribuição de absorventes nas escolas
Valor é R$5 milhões a mais do que o repassado em 2021

O Governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (23) o repasse de R$35 milhões ao programa Dignidade Íntima, que prevê a distribuição de absorventes higiênicos nas escolas a rede pública estadual paulista.
O governador João Doria (PSDB) sancionou hoje a lei que garante a distribuição gratuita nas escolas, como forma de combate à pobreza menstrual. A sanção será publicada na quinta-feira (24) no Diário Oficial do Estado e terá efeito imediato.
“São Paulo foi pioneiro nessa iniciativa. O combate à pobreza menstrual deixa de ser uma política de Governo para se tornar uma política de Estado. O direito à dignidade das estudantes em situação de alta vulnerabilidade, em situação de pobreza e extrema pobreza, está garantido”, disse Doria.
Iniciativa
Lançada em 2021, a iniciativa da Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) prevê a distribuição de produtos de higiene íntima para alunas de todas as unidades escolares da rede estadual, com destaque para aquelas em situação de vulnerabilidade. Aprovado na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) na terça-feira passada (15), o programa aposta na combinação entre oferta dos produtos e formação dos profissionais das escolas e estudantes, para garantir acesso ao benefício.
“Acreditamos que é dando a oportunidade de acesso à educação e à sala de aula, de forma digna para todos àqueles que têm direito, que vamos em frente na construção de uma sociedade mais justa e bem assistida pelo poder público”, afirmou o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares.
Compra dos itens
A compra dos materiais para o Dignidade Íntima é realizada pelo PDDE Paulista (Programa Dinheiro Direto na Escola) e os recursos, destinados anualmente, são repassados conforme a quantidade de estudantes elegíveis em cada instituição, exclusivamente para o programa.
“O Dignidade Íntima é motivo de muito orgulho para mim, que também tive que enfrentar muitas adversidades para poder estudar. E poder ver a premissa deste programa virar lei é ter a certeza de que deixaremos uma grande marca na vida de muitos estudantes”, avaliou a Secretária Executiva da Educação, Renilda Peres.
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