Termina a greve de ônibus em Jacareí nesta terça-feira (17)
O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba confirma para esta terça-feira (17), o 2º dia de paralisações no transporte público da cidade. A diretoria do sindicato também confirma que pretende estender a greve para outras cidades da cidade, entre elas -Caçapava, São José dos Campos e Taubaté-.













Terminou na manhã desta terça-feira (17), a paralisação do transporte público de Jacareí. Após uma audiência pública realizada durante a madrugada, cerca de 200 trabalhadores votaram para encerrar a greve. Com a decisão, toda a frota de ônibus está operando normalmente.
Uma audiência de conciliação foi marcada para quarta-feira (18), às 14h, no TRT de Campinas, entre sindicato e a JTU (Jacareí Transporte Público).
Com a paralisação de Jacareí, cerca de 120 mil passageiros foram afetados com 100% de paralisação dos ônibus na segunda-feira (16). Ao todo, 230 funcionários aderirem à greve, dos 480 trabalhadores da JTU (Jacareí Transporte Público). Em São José dos Campos, os ônibus realizaram a Operação Tartaruga, entre 7h e 8h, no centro da cidade.
O protesto envolveu cerca de 80 veículos que ocuparam a faixa da direita em toda a extensão da avenida José Longo -região central-, circulando em velocidade reduzida.
Desde maio deste ano, o sindicato tenta negociar com as empresas das quatro cidades sobre o reajuste salarial. Os sindicalistas reivindicam reajuste de 10,82%, convênio médico, aumento do vale-alimentação e da PLR (de R$ 610 para R$ 1 mil), além de melhores condições de trabalho. Já as empresas oferecem reajuste de 5,82%, baseado na inflação do período.
50% dos ônibus
O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) considerou a greve de ônibus em Jacareí, como abusiva e ilegal, conforme decisão expedida na noite desta segunda-feira (16). Com decisão do desembargador do trabalho, Henrique Damiano, o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba deve manter 50% dos ônibus nas ruas da cidade, além de outros municípios -Caçapava, São José dos Campos e Taubaté-, caso também venham a deflagrar a greve.
Caso os sindicalistas descumpram a lei, vão ter que pagar multa diária de R$ 100 mil ou R$ 500 por trabalhador. A multa será revertida para entidade beneficente, indicada pela MP (Ministério Público).
Em um dos despachos, o desembargador afirma que “as paralisações e as manifestações coordenadas pelo Suscitado [sindicato] deixaram de empregar meios pacíficos, causando danos a propriedade das empresas empregadoras, além do que violaram e constrangeram direitos e garantias fundamentais ao impediram o acesso ao trabalho”, diz trecho.
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