Trabalhadores da Novelis paralisam produção por campanha salarial

A paralisação na unidade aconteceu nesta quinta-feira

Escrito por: Marcio Moura2 min de leitura
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Metalúrgicos durante a paralisação nesta quinta-feira (11)

Guilherme Moura/Divulgação

Funcionários da Novelis paralisaram nesta quinta-feira (11) por uma hora, a produção na fábrica de Pindamonhangaba para cobrar o avanço das negociações da campanha salarial. As negociações já começaram entre a FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT em São Paulo) e as bancas patronais.

A Novelis pertence ao mesmo grupo da Gerdau e outras empresas da cidade e de acordo com a assessoria de imprensa da empresa, não houve paralisação na produção e sim um atraso de 20 minutos na entrada dos funcionários do turno da manhã, não prejudicando a linha produtiva da unidade. Ainda segundo a empresa, a reivindicação de hoje aconteceu para que fosse mantida a escala de trabalho dos metalúrgicos. Após assembleia, ficou decidido que os funcionários permaneceriam na escala atual.

“O vice-presidente da Fiesp (Benjamin Steinbruch) tem falado publicamente que uma hora de almoço é muito, que pode ser de 15 minutos. Também defende a proposta do negociado sobre o legislado, que praticamente anula a CLT. É com esse tipo de gente que temos que negociar nosso aumento de salário. Então, companheiros, o que temos pela frente é dificuldade. Essa mobilização de vocês hoje é muito importante”, declarou Herivelto Moraes – Vela, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT, que ainda informou que neste ano a empresa apresentou uma contraproposta aos trabalhadores.

O dirigente sindical na Novelis, Sérgio da Silva, informou que após a paralisação, a categoria também reprovou em assembleia, por unanimidade, uma proposta de mudança de jornada que seria prejudicial aos trabalhadores: “Mesmo com produção alta a empresa não aumenta o efetivo para o número adequado, tanto que há trabalhadores com excesso de hora-extra, com folga acumulada e a empresa queria apertar ainda mais a jornada. Os trabalhadores disseram não e nós estamos juntos nessa luta”, disse Sérgio.

Na última terça-feira (9), os trabalhadores da Gerdau também se mobilizaram pela campanha salarial na empresa.

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