Transporte escolar é alvo de investigações em Cachoeira Paulista

O impasse envolvendo a licitação do transporte escolar em Cachoeira Paulista teve mais um episódio. Dessa vez o vereador Marcelo Picão (PT) usou o plenário para responder aos colegas que haviam levantado algumas questões em relação a contratação da empresa Endijá.

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Vereador Marcelo Picão (PT) em discurso na Câmara de Cachoeira Paulista Foto: Idalina Miranda

Vereador Marcelo Picão em discurso no plenário da Câmara de Cachoeira Paulista

Idalina Miranda/Jornal Atos

O impasse envolvendo a licitação do transporte escolar em Cachoeira Paulista teve mais um episódio. Dessa vez o vereador Marcelo Picão (PT) usou o plenário para responder aos colegas que haviam levantado algumas questões em relação a contratação da empresa Endijá.

A discussão começou em fevereiro quando os vereadores Aurélio da Farmácia (PMN) e Zé Ritinha (PRTB) passaram a questionar a licitação e a empresa vencedora Endijá, pela alta do preço de R$ 1,90 para R$4,90. No mesmo mês, o parlamentar chegou a fazer o pedido de investigação, mas a maioria do Legislativo optou por não abrir uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar o caso.

Marcelo Picão, que havia prometido que investigaria a contratação, concluiu que o preço de R$ 4,90 foi um preço médio, compatível de mercado e que houve uma falha dos motoristas que faziam a linha anteriormente. “No passado quem fazia a quilometragem eram os próprios motoristas e caiu de 434km para 136km. Os motoristas escreviam de próprio punho, recebiam R$ 1,90 pela quilometragem cheia, então se for comparar valores, pagava-se quase a mesma coisa que vamos pagar”.

Já para o vereador José Ritinha (PRTB), as justificativas não são suficientes e a Prefeitura não respondeu os questionamentos dos parlamentares de maneira oficial. “Não estou satisfeito, porque não recebi algo oficial do Executivo. Foi uma conversa com o vereador Marcelo ressaltando que as rotas diminuíram, alegando que a culpa foi dos motoristas que passaram quilometragem errada. Temos que protestar porque quando foi feita a licitação a empresa tinha que ter capacidade técnica para estar concorrendo, no mínimo com 50%. Na época era 4.000 km agora baixou para 2.000km, muitas outras empresas poderiam ter participado, não só a Endijá”, critica.

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